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30 maio 2007

As crianças como Criadoras de Símbolos

«Rudolf Arnheim (1974/1954) e Claire Golomb (1974), psicólogos e colegas de longa data no estudo da arte infantil, viram a representação como um processo de resolução de problemas criativos no qual as crianças inventam formas estruturalmente adequadas de simbolizar objectos e acontecimentos complexos. Retirando conclusões a partir dos dados sobre a arte e as brincadeiras das crianças, Golomb (1974) relata que "quer a brincadeira simbólica, quer a arte representam aspectos da realidade e criam equivalentes dessa realidade, simbolizando atributos salientes dos objectos e das suas funções" (p.185). Por exemplo, como construtoras de símbolos as crianças inventam formas eficazes de serem um gatinho, usam um bloco como secador de cabelo, ou transformam um monte de barro numa pessoa. " A brincadeira simbólica é uma importante fonte de actividade criativa, e a tentativa da criança pequena em eliminar contradições e inconsistências através de renomeação, redefinição e de procedimentos lúdicos e narrativos, ilustra bem este processo" (Golomb, 1974, p.188).
(...) Ao se expressarem através das representações criativas, as crianças desenvolvem um sentido de investimento pessoal no seu trabalho e brincadeira: "Olhem para o meu desenho!" "Vejam, estamos a pôr neve!" "Fui eu que fiz!" Golomb (1992) documentou este processo e relata que "ao usar formas para representar objectos a criança tende a desenvolver sentimentos de pertença, um interesse pessoal e mais duradoiro no produto e um desejo para o perservar." (...) Ao fazer-de-conta, fazer reproduções, pintar e desenhar, as crianças pré-escolares constroem os seus próprios textos e imagens e tornam-se conscientes de si próprias como actoras e construtoras de imagens. »
Excerto retirado do livro Educar a Criança, p. 476