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20 outubro 2007

Actividade 1 – Contextualização do Haloween

Esta deverá ser a primeira actividade relacionada com o haloween, para que a criança fique a perceber de onde vem esta tradição. A educadora deve planificar as actividades que pretende fazer com os seus meninos neste âmbito, e começar atempadamente esta abordagem, de forma a se ter concluído todos os objectivos desejáveis no próprio “Dia das Bruxas”.
Em primeiro lugar, convém saber se os meninos já ouviram falar do dia das bruxas / Haloween, e explicar-lhes o que significa tais expressões. Após ter feito uma breve contextualização do tema, explica-se de onde deriva esta tradição secular. Como esta actividade é para meninos de 4/5 anos, torna-se mais fácil para eles perceberem um tema se virem algo de concreto. Pode-se então utilizar imagens relacionadas com este tema (cabe à educadora esta pesquisa).

Considero esta introdução ao tema do Haloween fundamental, pois a criança só trabalhará os conceitos fundamentais que este tema alberga, caso possua um conhecimento mínimo sobre a base da questão. Só desta forma e a partir deste primeiro contacto com esta tradição, é que este Projecto consegue ter “pernas” para andar.
Após esta contextualização, deve-se incentivar o grupo de meninos a exporem as suas dúvidas, pois sei que para a maioria deles, será com toda a certeza um tema novo na sua vida. Os objectivos específicos que se pretende atingir com este diálogo, podem ser imensos, e variam de acordo com a educadora e com o grupo de crianças. Para mim, os objectivos foram os seguintes:
Ficarem a conhecer a tradição do Haloween e sua importância no mundo.
Fomentar o seu pensamento crítico aquando das suas dúvidas sobre o tema do Haloween
Liberdade de Expressão, deixando a curiosidade natural da criança vir ao de cima. (Com toda a certeza, eu darei aos meninos a liberdade para que exponham dúvidas relacionadas com o tema, ou mesmo as vivências que já tiveram. Muitas vezes os meninos comparam coisas, que para nós em nada se relacionam, com algo que já passaram na comunidade a que pertencem. Temos de sabê-los ouvir com atenção. Todos os comentários podem ser um desabafo).
Ampliar o vocabulário da criança
Domínio da linguagem Oral
Interacção grupo/educadora

14 outubro 2007

As Educadoras do Futuro

Cabe a nós Educadores/as a mudança gradual de mentalidades ao nível de toda a comunidade educativa que integre a instituição. Isto significa que não basta preparar um projecto pedagógico que verse sobre determinado assunto para um dado grupo de meninos, sem que os agentes da comunidade educativa estejam sensibilizados para tal acontecimento. Então a Educadora deve comunicar a sua intenção não só ao seu grupo de crianças, mas também às Auxiliares de Educação, Pais e outras pessoas com responsabilidades educativas relacionadas com a instituição escolar.

O nosso papel não é mais do que respeitar os padrões de desenvolvimento de cada criança e de todas em conjunto, nos domínios do afectivo, social, cognitivo e emocional. Toda esta preocupação com o desenvolvimento saudável da criança deve ter em atenção as diferenças individuais de cada uma, mas sem esquecer o grupo, e é também no contexto escolar que se explora os mais variados níveis de desenvolvimento das crianças. A Educadora deve então ser a transmissora de conhecimentos e experiências vividas, mas sem esquecer que deve partir dos saberes que cada criança já adquiriu.
Assim, tendo nós as educadoras um papel fundamental no desenvolvimento da criança, cabe-nos a tarefa de evoluir e aceitar as tradições que vão chegando até nós. Desta forma devemos permitir o contacto das crianças com outras culturas que não sejam só os de origem Nacional, e permitir-lhes de forma natural contactar com o mundo artístico, visto este ser potenciador de capacidades e desinibidor de sentimentos.

Então, a Pratica Pedagógica dos/as Educadores/as deve ser encaminhada por objectivos por si determinados, tendo sempre em conta o grupo com o qual se trabalha, pois só desta forma é que se consegue alcançar o sucesso educativo de todas as crianças.
A arte por ser nomeadamente uma manifestação cultural, deve ser aceite cada vez mais nos jardins-de-infância do nosso país, sem qualquer preconceito ou ideias desactualizadas, estando esta directamente relacionada com o desenvolvimento da criatividade.

01 agosto 2007

Esquema Corporal

Aqui fica um placar possível e fácil de fazer, para a abordagem do Corpo Humano/Esquema Corporal, diferenças e semelhanças entre os géneros. Este placar foi realizado por mim, e as figuras da menina/menino foram recortadas de uma revista direccionada para Educadores de Infância.

O mais importante é a criança participar aquando da montagem deste placar, pois as figuras (menina e menino) são fixadas no quadro através de velcro. Claro que esta actividade de montagem do corpo humano deve ser sempre precedida de uma conversa, e continuada com mais actividades.
Caixa com os diversos membros do corpo humano

Placard "Menino"

Placard "Menina"

Nota:

É importante que desde sempre se eduque para a sexualidade como sendo algo de inato. Mesmo em idade de creche, é importante responder às questões colocadas pelas crianças. Sempre que se inicia o ciclo de levar as crianças ao bacio, as crianças colocam questões de cariz sexual, e estas devem ser respondidas de forma natural e verdadeira (e no entanto não estão sequer em idade pré escolar). A curiosidade é normal nestas idades, e convém que eles se sintam esclarecidos desde sempre.

No entanto, sempre que se pensa em educação sexual, tem de se ter em conta o nosso próprio corpo, e as relações que estabelecemos com os outros e connosco próprios. Esta perspectiva alargada da educação sexual faz com que se perceba o quanto importante é esta temática na vida das crianças, pois só conhecendo e aceitando o nosso corpo é que podemos promover aspectos como a auto-estima e a capacidade de decisão e afirmação pessoal, aspectos estes que contribuem para o desenvolvimento integral e harmonioso da criança. A criança deve reconhecer-se como parte integrante de um género sexual, aceitando as diferenças e semelhanças entre o seu corpo e o dos seus amigos.

05 julho 2007

Esquema das Orientações Curriculares

Estes esquemas que de seguida vou apresentar baseiam-se nas Orientações Curriculares para a educação Pré-Escolar. Por acreditar que estas orientações são de facto uma mais valia na vida das crianças e de quem com elas trabalha, tenho tentado manter-me em contacto estreito com o que as orientações transmitem, não só ao nível das áreas de conteúdo, mas em relação a tudo o que rodeia a prática pedagógica do dia-a-dia.

30 maio 2007

As crianças como Criadoras de Símbolos

«Rudolf Arnheim (1974/1954) e Claire Golomb (1974), psicólogos e colegas de longa data no estudo da arte infantil, viram a representação como um processo de resolução de problemas criativos no qual as crianças inventam formas estruturalmente adequadas de simbolizar objectos e acontecimentos complexos. Retirando conclusões a partir dos dados sobre a arte e as brincadeiras das crianças, Golomb (1974) relata que "quer a brincadeira simbólica, quer a arte representam aspectos da realidade e criam equivalentes dessa realidade, simbolizando atributos salientes dos objectos e das suas funções" (p.185). Por exemplo, como construtoras de símbolos as crianças inventam formas eficazes de serem um gatinho, usam um bloco como secador de cabelo, ou transformam um monte de barro numa pessoa. " A brincadeira simbólica é uma importante fonte de actividade criativa, e a tentativa da criança pequena em eliminar contradições e inconsistências através de renomeação, redefinição e de procedimentos lúdicos e narrativos, ilustra bem este processo" (Golomb, 1974, p.188).
(...) Ao se expressarem através das representações criativas, as crianças desenvolvem um sentido de investimento pessoal no seu trabalho e brincadeira: "Olhem para o meu desenho!" "Vejam, estamos a pôr neve!" "Fui eu que fiz!" Golomb (1992) documentou este processo e relata que "ao usar formas para representar objectos a criança tende a desenvolver sentimentos de pertença, um interesse pessoal e mais duradoiro no produto e um desejo para o perservar." (...) Ao fazer-de-conta, fazer reproduções, pintar e desenhar, as crianças pré-escolares constroem os seus próprios textos e imagens e tornam-se conscientes de si próprias como actoras e construtoras de imagens. »
Excerto retirado do livro Educar a Criança, p. 476

15 maio 2007

Matemática a Brincar

Uma eficiente educação pré-escolar irá reflectir-se sem dúvida alguma no percurso escolar da criança. O grande medo da maioria dos estudantes é a matemática...mas até esta pode ser dada a brincar. Numa altura em que me foi proposto na universidade apresentar uma forma de abordar as figuras geométricas com crianças de 5 anos, decidi em conjunto com uma colega, realizar um placar que abordasse o corpo humano, mas todo construído com figuras geométricas, como se metaforicamente nós fossemos um aglomerado de geometria. Na face do boneco colocámos velcro (no local dos olhos, nariz e boca), para que cada criança escolhesse que tipo de olhos, nariz, boca, etc., escolheria para compor o seu boneco. Para isso, tínhamos uma caixa cheia destes elementos que compõem o ser humano. O placar foi realizado sob o tom azul forte, por ser esta a cor em que qualquer outra mais tem contraste. As figuras geométricas que abordámos foram o rectângulo, quadrado, círculo e triângulo. É preciso salientar que todo o boneco está preso ao placar por velcro, e que então deveria a criança montá-lo desde o início, e não apenas enfeitar o seu rosto.
Esta actividade foi apenas um exemplo, pois se as aprendizagens se fizerem de forma lúdica, a criança irá cimentar mais facilmente aquilo que aprendeu, permitindo-lhes encarar a matemática com um sorriso nos lábios. Uma amiga minha fez o ano passado, através da APEI, uma formação intitulada "Matemática a Brincar", destinada a educadores de infância. Não pude realizar esta acção de formação, mas tive realmente muita pena.