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11 maio 2007

Um Colar Para a Mamã!

Se há coisa que as crianças gostam de fazer é sem dúvida pinturas! Se perceberem que aquilo que pintaram pode ter um real valor utilitário, mais motivados e felizes irão ficar. Já se passaram uns dois anos desde o dia em que realizei esta actividade com 3 crianças (embora nas fotos só só se veja uma que tinha na altura cerca de 4 anos). No dia destas actividades fizeram-se coisas muito lindas, e esta criança pediu-me para fazer uma prenda para a mãe. Utilizei digitinta, porque por não ser tóxica é a mais aconselhada para estas idades (havia uma criança de 2, outra de 4 e outra de 6). A criança que aparece nas fotos é tão reguila quanto as outras da sua idade, no entanto revelou uma concentração enorme ao longo das actividades, fruto do factor surpresa com que se deparou. Numa simples visita à minha casa não esperava pintar, construir, recortar, estampar, etc. Hoje apenas coloquei as fotos de uma das actividades, pois posteriormente colocarei outras mais.
É notória a concentração que esta criança tem enquanto pinta as massa de cozinha para posteriormente realizar um fio para a mãe. Achei realmente curioso o facto desta criança ter tentado pintar o mais que conseguia a parte de dentro da massa (tipo canudos).
Nestas duas fotos a criança está a enfiar as massas num fio
O fio ficou pronto!
Nota: Para mim o mais importante não é o trabalho final em si, mas os processos que se utilizaram até chegar a este. Muitas vezes os pais recebem prendas do dia da Mãe, Pai ou de Natal, realizadas pela própria instituição educativa. A última prenda de Natal que um dos meus sobrinhos deu aos pais foi, por exemplo, um calendário com as fotos dele, que o colégio onde anda mandou fazer numa gráfica. Não será muito mais gratificante receber algo realizado inteiramente pela criança? Claro está que quando a idade não permite (não era o caso), as actividades poderão ser dirigidas, mas nunca efectuadas totalmente por outras pessoas que não a própria criança.
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Materiais utilizados:
Bandeja/prato raso;
Digitinta;
Pincéis;
Massas de Canudos;
Fio;

04 maio 2007

Desde muito cedo a criança começa a tentar comunicar com os que lhes são mais próximos, e a tentar expressar as suas ideias para que os suas diversas intenções sejam compreendidas, e se possível realizadas. Desde logo com os primeiros balbuciares típicos dos bebés, as crianças demonstram sinais de interacção com o adulto que as rodeiam; sorriem e palram quando estão felizes, choram e resmungam quando algo não está bem. Na aquisição da linguagem falada os pais são detentores de uma verdadeira responsabilidade, pois cabe primeiramente a estes a responsabilidade de estimular a sua criança, sem a apressar ou tecer-lhe críticas que não sejam construtivas. É também importante referir o quanto importante é a linguagem escrita, pois desde muito cedo que a criança contacta com esta, pois sempre que vê a mãe a ler uma receita ou o pai a ler o jornal, a criança fica intrigada e o interesse pelo código escrito aumenta com o passar dos dias. Na escola (entenda-se creche ou jardim de infância) a criança também contacta com este código composto por letras, sinais e espaços, mais que não seja, sempre que a educadora lê uma história. Cabe então aos pais a tarefa de estarem em contacto permanente com a escola do seu filho, para desta forma proporcionarem de um modo natural, funcional e afectivo, muitas situações de contacto com a linguagem escrita (livros, placares com informações, folhetos, etc.).

Na creche e no jardim-de-infância, deve-se colocar os materiais relacionados com a escrita, dentro de caixas/gavetas transparentes. No caso de se fazer isto em idade de creche, deve-se colocar na frente de cada gaveta, o símbolo correspondente ao que está no seu interior. Assim todos os meninos conseguem "ler" e compreender o que se encontra dentro de cada gaveta. É sempre adequado que as crianças tenham um leque variado de escolha de materiais para realizarem as suas obras-primas, sejam elas desenhos, letras, ou pinturas.
Desta forma, todas as crianças arrumarão os materiais que utilizaram, após terem terminado o seu "trabalho escolar".

Nesta foto, vê-se um móvel com gavetas transparentes, em que se colocou legos e outros brinquedos de encaixe, para permitir que a criança escolha que tipo de peçinhas quer para brincar, e as guarde após a sua utilização. Esta autonomia da criança é fundamental para a sua auto-estima e para o seu auto-conceito.