Olá! Estou em falta com todos aqueles que têm seguido o meu blog, pois nunca mais fiz nenhuma postagem. A verdade é que não tenho tido muito tempo livre, para não dizer que não me sobra tempo algum! Iniciei a tese de mestrado... muito trabalho, muita tempo dedicado à investigação. Prometo postar sempre que possa, até porque pretendo postar actividades sobre o Natal, visto estar aí à porta. Obrigado por tudo e até breve.
A arte deve ser vista como facilitadora de novas formas de expressão, e como terapia, para quem com ela se sente bem! Desta forma, todo o conhecimento deveria ter a arte como base, para que toda e qualquer criança se desenvolvesse de forma mais harmoniosa. Susana
08 dezembro 2007
31 outubro 2007
Actividade 7 - O Cenário da Peça Teatral sobre o Haloween
Esta actividade é como que uma reflexão de tudo o que vai ser necessário para a Dramatização. Assim, a auxiliar de educação, os pais dos meninos, as crianças e a educadora, irão reunir os recursos materiais necessários para construírem e montarem o cenário. Os papás que queiram podem permanecer na Instituição durante a parte da manhã, para ajudarem na elaboração dos apetrechos necessários para compor um cenário que se relacion
e com o Haloween. Por outro lado darão apoio aos filhotes que fazem então os últimos ensaios.
Este cenário que iremos preparar, mais não é do que a base da Dramatização.
Uma das decorações que se pode prepar para esta manhã, é o enfeite do
tecto da sala aonde vai decorrer a Dramatização (apenas a parte superior do local aonde vai decorrer a Dramatização). O Tecto irá ficar com aspecto de que está coberto de Teias de Aranha.
Assim, e com o uso de lã branca, eu explicarei aos meninos que iremos todos cortar a lã em pedaços de tamanho médio. Após ter-mos toda a lã cortada, os meninos irão desfiar a lã o máximo que conseguirem. É preciso não esquecer que a Educadora tem que demonstrar como se faz tal tarefa, e sempre que solicitada deverá apoiar os seus meninos.
Entretanto a educadora e a auxiliar com o apoio dos pais, irão pendurar a lã no tecto (com pedaços pequenos de fita-cola). Antes da peça começar borrifa-se a lã pendurada com água, dando a sensação de teias de aranha.
e com o Haloween. Por outro lado darão apoio aos filhotes que fazem então os últimos ensaios.
Este cenário que iremos preparar, mais não é do que a base da Dramatização.
Uma das decorações que se pode prepar para esta manhã, é o enfeite do
tecto da sala aonde vai decorrer a Dramatização (apenas a parte superior do local aonde vai decorrer a Dramatização). O Tecto irá ficar com aspecto de que está coberto de Teias de Aranha.
Assim, e com o uso de lã branca, eu explicarei aos meninos que iremos todos cortar a lã em pedaços de tamanho médio. Após ter-mos toda a lã cortada, os meninos irão desfiar a lã o máximo que conseguirem. É preciso não esquecer que a Educadora tem que demonstrar como se faz tal tarefa, e sempre que solicitada deverá apoiar os seus meninos.
Entretanto a educadora e a auxiliar com o apoio dos pais, irão pendurar a lã no tecto (com pedaços pequenos de fita-cola). Antes da peça começar borrifa-se a lã pendurada com água, dando a sensação de teias de aranha. Este cenário fica mesmo muito bonito e original. Experimentem!!
30 outubro 2007
Actividade 6 – Preparação das Fardas e Máscaras do Haloween para usar na Peça Teatral
A preparação de máscaras ou fardas para vestir, é sempre uma situação de festa para as crianças. A grande maioria dos meninos adora mascarar-se e poder encarnar alguém que na realidade não é. É importante salientar que para esta actividade, os meninos podem já ter sido medidos anteriormente pela costureira da instituição.
Para esta actividade eu considerei viável a realização de 4 máscaras diferentes: Bruxa, Múmia, Monstro e Cabeça de Abóbora. A distribuição dos meninos pelas diferentes fardas será feita de acordo com o número de crianças existentes no grupo.
Após uma breve conversa com o grupo de crianças, diz-se quais as fardas possíveis de serem realizadas.
Esta actividade conta com a participação dos pais que queiram estar presentes para ajudar e para dar ideias para ornamentar as vestimentas dos meninos.
Por considerar viável e bastante prático, irei vestir os meninos de forma simples e engraçada, e sem que seja preciso dispender de elevados custos económicos.
As Bruxas:
Desta forma as/os bruxinhas/os, serão vestidos com uma batina preta previamente cedida pela secção de costura do jardim-de-infância, e o cabelo estará no dia da dramatização, todo desgrenhado e empastado.As bruxinhas entrarão em palco sempre com uma vassoura na mão, pois tal como reza a historia, as vassouras são o meio de transporte que elas usam apara voar.
As Múmias:
As
múmias serão feitas com base em rolos de papel higiénico. Assim no dia da Dramatização, estas crianças serão enroladas em papel higiénico, de forma a lembrar uma verdadeira múmia. Na cara das crianças serão postas uns pensos rápidos em forma de cruz, e na cabeça levarão um gorro branco.
múmias serão feitas com base em rolos de papel higiénico. Assim no dia da Dramatização, estas crianças serão enroladas em papel higiénico, de forma a lembrar uma verdadeira múmia. Na cara das crianças serão postas uns pensos rápidos em forma de cruz, e na cabeça levarão um gorro branco.
Os Monstros:
Algumas crianças farão de monstro no dia 31 de Outubro. Estas crianças levarão uma batina (tipo lençol) castanha (também cedida pela secção de costura da escola) e na cara uma mascara muita feia, de dar arrepios de medo… Esta será uma das actividades que se pode fazer nesta manhã (antes de decidir quem é quem).As Cabeças de Abóbora:
Esta farda terá como base uma batina cor de laranja até aos pés, e na cara uma mascara com o desenho de uma abóbora.
Estas máscaras serão realizadas na sala de aula.
A Realização das Máscaras
Como já pudemos constatar, quer as bruxas, quer as múmias não requerem de trabalho, ao nível de sala de aula, para realizar máscaras. Assim serão necessárias apenas as máscaras de monstro e as máscaras de Cabeça de Abóbora.
Então estas máscaras serão realizadas na manhã do 6º dia de trabalhos sobre o Haloween, após a conversa em que se explica o que é pretendido na Dramatização.
A educadora, já terá arranjado previamente o desenho das mascaras, e o que será pedido aos meninos, é o enfeite das diferentes máscaras, ou seja a composição que cada uma vai ter no seu interior. Todos os meninos darão diferentes sugestões para realizar as máscaras, e só depois é que se decide quem interpreta cada personagem. Caso não se chegue a um consenso, a educadora deverá fazer um sorteio para decidir a personagem que cada criança irá representar. Caso haja tempo, ainda na parte da manhã a educadora deverá descrever o que cada personagem vai fazer no dia da Dramatização. Por ser tão acessível, os ensaios não terão de ser feitos exaustivamente, nem nada que se pareça. Os ensaios deverão e serão breves e fáceis.
Sem duvida que as dramatizações, pela sua natureza multidisciplinar, constituem um dos melhores recursos globalizantes para o desenvolvimento das crianças.
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29 outubro 2007
Actividade 5 – Colagens
Esta actividade é simples, mas os mais novos adoram-na. Assim, após a pesquisa de imagens que haviam feito na actividade anterior, as crianças terão que colar as imagens que seleccionaram e recortaram no 4º dia de actividades do Haloween. Estas imagens irão ser coladas de forma aleatória (consoante o gosto de cada menino) num grande cartaz que posteriormente é colocado na parede da sala de aula. A Educadora já deverá ter escrito o termo “HALOWEEN” com uma letra gorda, grande e de fácil leitura (para os adultos, claro!). Ficaria mais ou menos como a imagem que se segue, só que em dimensões muito maiores e consequentemente mais gorduchas.

Após o término das colagens das imagens que recortaram anteriormente, a educadora pode pedir aos meninos que rasguem com as mãos pequenos pedaços de papel de lustro de cores diversas. Caso verifique que os pedacinhos ainda são muito grandes, pode-se dizer aos meninos para os rasgarem ainda ao meio. Convém realmente serem pedaços pequeninos (mas não minúsculos!), pois desta forma dará um trabalho muito mais interessante.
Posteriormente, e de forma organizada cada menino irá preencher uma parte de uma letra do titulo do cartaz, colando os pedacinhos do papel de lustro rasgado. Assim esta actividade funciona como sendo um mosaico, que eles irão preencher o mais cuidadosamente possível, para não passarem os limites impostos pelo suporte escrito que eu desenhei.
Cada criança irá deixar o menor espaço possível entre os diferentes papelinhos colados, pois com toda a certeza dará um trabalho mais bonito e revelador de uma grande dedicação.
Como é fácil perceber, esta actividade exige o apoio constante da educadora, porque apela muito a colagens pequenas, que para alguns meninos quase são consideradas como sendo minuciosas.
Este cartaz com imagens do Haloween ficará exposto na sala até ao final desta época festiva, sendo depois guardado para posteriormente ser aproveitado para actividades de reciclagem de papel.
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26 outubro 2007
Actividade 4 - Histórias e Recortes sobre o Haloween
Para esta actividade, a educadora deve fazer atempadamente uma pesquisa de histórias que se possam relacionar com o tema a que estamos subjugados. Após terminar de contar a/as historia/as, deve-se conversar com as criança
s, para ter o feedback necessário que permita à educadora perceber se estão ou não a gostar do tema que estamos a “estudar”.
De seguida a educadora deve pedir-lhes para eles explorarem revistas de forma a encontrar imagens que se relacionem com o Haloween. Estas imagens tanto podem ser monstros, como aranhas, como bruxas ou até morcegos. Fica ao critério de cada criança, fazer com que uma imagem possa se relacionar directa ou indirectamente com o tema,
sem ser preciso ser explícita essa mesma relação. A criança recortará as imagens que pretenda, sempre sob o olhar atento da educadora e da auxiliar.
Após a fase dos recortes, a criança explicará a todos porque é que acha que a imagem que recortou está relacionada com esta época festiva. Cabe a nós Educadoras, estar aptas a aceitar as diferentes opiniões das crianças, e as diferentes maneiras de encarar a questão base – O Haloween.
s, para ter o feedback necessário que permita à educadora perceber se estão ou não a gostar do tema que estamos a “estudar”.
De seguida a educadora deve pedir-lhes para eles explorarem revistas de forma a encontrar imagens que se relacionem com o Haloween. Estas imagens tanto podem ser monstros, como aranhas, como bruxas ou até morcegos. Fica ao critério de cada criança, fazer com que uma imagem possa se relacionar directa ou indirectamente com o tema,
sem ser preciso ser explícita essa mesma relação. A criança recortará as imagens que pretenda, sempre sob o olhar atento da educadora e da auxiliar.
Após a fase dos recortes, a criança explicará a todos porque é que acha que a imagem que recortou está relacionada com esta época festiva. Cabe a nós Educadoras, estar aptas a aceitar as diferentes opiniões das crianças, e as diferentes maneiras de encarar a questão base – O Haloween.Os objectivos desta actividade são:
இ Desenvolver a capacidade de concentração por audição
இ Capacidade de Decisão (quando escolhe as imagens para recortar) e de fundamentação
இ Coordenação da Motricidade Fina
____________
Nota: Esta actividade serve de base à actividade que se fará no dia seguinte. Irei postá-la assim que puder.
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24 outubro 2007
Actividade 3 - Realização de uma Torta de Haloween
Antes de mais é necessário salientar que esta actividade poderá (e deverá!) será realizada com o contributo que cada família der para a realização desta torta. Quando esta estiver confeccionada, a família deverá receber um convite do Jardim-de-Infância no sentido de irem "provar" a torta que os seus filhos fizeram.
Assim, e após a reunião de todos os elementos necessários a esta confecção, a Educadora deve passar a ler a receita em alto para os meninos ouvirem e perceberem como se irá fazer a torta. Posteriormenete, chama-se um por um para misturar o ingrediente que trouxe de casa. A ordem que cada criança mexerá a massa da torta, fica então sujeita ao momento em que o seu ingrediente é introduzido.
De seguida irei apresentar a receita, e posteriormente a forma como os ingredientes foram distribuídos pelos meninos.
Torta de Haloween
Com Molho de “Sangue”
44 Colheres de bolacha Maria raladas (são raladas na cozinha da escola, ficando apenas meia dúzia para os meninos ralarem devagar, e com a ajuda da Educadora)
4 Colheres de Açúcar
3 Colheres de Manteiga ou Margarina derretida
1 Colher de sobremesa de Fermento
2 Pacotes de Queijo cremoso – “tipo Philadelphia”
1 Lata de Leite Condensado
4 Ovos
4 Colheres de sobremesa de Sumo de Limão
Para o Molho de “Sangue”:
Geleia de Morango q.b.
Material Necessário para realizar esta torta:
2 Tigelas
1 Ralador
1 Forma
Papel Vegetal
Batedeira
Modo de Preparação:
Esta Torta é uma delícia e muito fácil de preparar.
A Educadora deve ir à cozinha antes de começar a confecção da torta para pedir para porem o forno a aquecer em temperatura media.
Numa tigela mistura-se a bolacha ralada, o açúcar e a manteiga.
Com a mão ( lavada! ) cada criança terá oportunidade de amassar este conteúdo. Reserva-se.
Numa outra tigela a educadora bate os dois queijos até ficarem bem cremosos. Mistura-se aos poucos ( sob observação dos meninos , havendo sempre um deles a mexer devagarinho – neste caso será o menino que trouxe o leite condensado ) o leite condensado, até ficar bem misturadinho. Junta-se os ovos e o sumo de limão e bate-se tudo.
Para isto a educadora necessita de uma criança para forrar a forma e barrar o seu interior. Então por sorteio, por exemplo, poderá ser escolhida uma criança que será encarregue de tal actividade, sempre sob o olhar atento da Educadora e da auxiliar de educação (pode também ser uma criança que tenha participado de forma menos activa na confecção da torta).
Coloca-se então dentro da forma este ultimo preparado com o primeiro que havíamos reservado.
Leva-se ao forno por 55 minutos, até estar bem cozidinha. Depois de fria cobre-se com muito “sangue” de morango.
Nenhum Vampirinho vai resistir!!!
Nota: Devido a levar queijo, convém que esta torta esteja sempre em ambiente frio, pode ser até no frigorifico.
Forma de Distribuição dos Ingredientes
Pelas Diferentes Crianças
_________________
Nota.: Esta distribuição que coloquei na tabela, foi realizada a partir de um grupo com 15 crianças.
_________________
Os Objectivos desta actividade são:
இ Exploração e conversa sobre o olfacto
இ Proporcionar uma tarde diferente e divertida ao grupo, visto os familiares irem lanchar connosco.
இ Exploração do Tacto
இ Compreensão da relação da torta com o Haloween
இ Promover a noção de número e quantidade
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22 outubro 2007
Actividade 2 – Construção de uma Lanterna com uma Abóbora
Esta actividade será sem duvida alguma a primeira actividade prática que as crianças irão realizar.
Logo pela manhã, a educadora (que já havia falado com a cozinheira), terá na sua sala uma abóbora redondinha e que seja mais ou menos direita (isto leva a que esta actividade tenha o apoio de diferentes funcionários da instituição). Depois de falar com os meninos cerca de 10 minutos para explicar o que se irá fazer de seguida, há que começar a trabalhar.
O corte “tipo tampa” no cimo da abóbora, é feito pela educadora (com a ajuda da auxiliar) na frente dos meninos, devido à necessidade de se utilizar uma faca, logo seria muito perigoso deixar os meninos fazer este corte em formato de tampa. Nestas idades qualquer objecto cortante pode ser um perigo, quanto mais uma faca que para o efeito pretendido terá que cortar bem.
Antes de todo o grupo começar a descascar o interior da abóbora, a educadora deve dar 3 directrizes para organizar o grupo:
1. Por se tratar de uma tarefa com um material (abóbora) que em principio lhes é completamente novo (este tipo de actividade), irei comunicar a divisão do grupo, para que a aprendizagem da actividade seja feita em grupos pequenos, pois com toda a certeza que o impacto e a participação de cada criança será maior.
2. De acordo com o número de crianças em cada sala, deverá dividir-se a turma 4 ou 5 grupos, retirando a ordem pela qual os grupos irão descascar a abóbora, sob a supervisão da educadora.
3. Os meninos que assim quiserem põem umas luvas nas mãos, e os que não quiserem tocar sequer com as mãos no interior da abóbora, irão fazê-lo com uma espátula de madeira.
Após a abóbora estar completamente vazia, a educadora fará com uma faca, sozinha, os orifícios dos olhos, nariz e boca. Ao mesmo tempo explica todos os passos aos seus meninos.
A abóbora está pronta! Após deixar o interior da abóbora secar durante 1 dia, pode-se colocar velinhas a arder no seu interior, e verificar o quanto bonita ficou.
Os objectivos principais que esta actividade pretende alcançar, são:
இ Interacção grupo/educadora
இ Respeito pelo trabalho dos colegas e pelo tempo que estes demoram a descascar a abóbora ( 5 ou 6 minutos a cada grupo, e caso seja necessário recomeça-se novamente do 1º grupo )
இ Capacidade de Observação e de Atenção
இ Conhecimento de novos materiais, que proporcionem uma actividade pedagógica interessante e motivadora.
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21 outubro 2007
100 Postagens! Brutal!!!
Esta é a minha postagem número 100, e se cheguei até aqui devo a todos vocês. Beijinho e bem-haja a todos.
Aqui fica a foto de duas postagens que fiz sobre o Diferenças...marcou-me muito ter conhecido esta associação...estas crianças são muito especiais!
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Parabéns,
Postagem 100
20 outubro 2007
Actividade 1 – Contextualização do Haloween

Esta deverá ser a primeira actividade relacionada com o haloween, para que a criança fique a perceber de onde vem esta tradição. A educadora deve planificar as actividades que pretende fazer com os seus meninos neste âmbito, e começar atempadamente esta abordagem, de forma a se ter concluído todos os objectivos desejáveis no próprio “Dia das Bruxas”.
Em primeiro lugar, convém saber se os meninos já ouviram falar do dia das bruxas / Haloween, e explicar-lhes o que significa tais expressões. Após ter feito uma breve contextualização do tema, explica-se de onde deriva esta tradição secular.
Como esta actividade é para meninos de 4/5 anos, torna-se mais fácil para eles perceberem um tema se virem algo de concreto. Pode-se então utilizar imagens relacionadas com este tema (cabe à educadora esta pesquisa).
Considero esta introdução ao tema do Haloween fundamental, pois a criança só trabalhará os conceitos fundamentais que este tema alberga, caso possua um conhecimento mínimo sobre a base da questão. Só desta forma e a partir deste primeiro contacto com esta tradição, é que este Projecto consegue ter “pernas” para andar.
Após esta contextualização, deve-se incentivar o grupo de meninos a exporem as suas dúvidas, pois sei que para a maioria deles, será com toda a certeza um tema novo na sua vida.
Os objectivos específicos que se pretende atingir com este diálogo, podem ser imensos, e variam de acordo com a educadora e com o grupo de crianças. Para mim, os objectivos foram os seguintes:
இ Ficarem a conhecer a tradição do Haloween e sua importância no mundo.
இ Fomentar o seu pensamento crítico aquando das suas dúvidas sobre o tema do Haloween
இ Liberdade de Expressão, deixando a curiosidade natural da criança vir ao de cima. (Com toda a certeza, eu darei aos meninos a liberdade para que exponham dúvidas relacionadas com o tema, ou mesmo as vivências que já tiveram. Muitas vezes os meninos comparam coisas, que para nós em nada se relacionam, com algo que já passaram na comunidade a que pertencem. Temos de sabê-los ouvir com atenção. Todos os comentários podem ser um desabafo).
இ Ampliar o vocabulário da criança
இ Domínio da linguagem Oral
இ Interacção grupo/educadora
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17 outubro 2007
Curiosidades do Haloween
O Dia 31 de Outubro
A escolha desta data para festejar o Haloween, não surgiu do acaso.
Há cerca de dois mil anos, os Celtas habitavam a Irlanda, França, Inglaterra e também a Península Ibérica. Nesta altura o Ano Novo era festejado a 1 de Novembro, época em que chegava também o frio. Isto significa que os Celtas não só festejavam o fim do Verão, o início do Ano Novo, mas também as fartas colheitas desse ano. No entanto, e talvez devido ao elevado índice de mortes que acontecia nesta altura do ano (derivado muitas vezes ao próprio clima), os Celtas sentiram necessidade de estabelecer um dia em que houvesse uma passagem entre a vida e a morte. Ficou o dia 31 de Outubro a ser conhecido como o “Dia das Almas”, ou o “Dia de Samhain”. Quem decidiu tal data foram os sacerdotes da altura, os chamados Druidas.
Os Celtas acreditavam piamente que nessa madrugada, os mortos voltavam ao mundo dos vivos, caminhando estes sobre a terra. Isto implicava um encontro entre o mundo material e o mundo espiritual.
Esta era a festa que demarcava a passagem de ano dos Druidas (sacerdotes Celtas).
O nome “Samhain” advinha do nome do Deus dos mortos, que invocava os maus espíritos para estes se reunirem na última noite do ano dos Druidas (que era a 31 de Outubro), de forma a “preverem” o futuro e recordarem as suas experiências vividas na Terra.
Druidas
Estes eram membros de um culto sacerdotal entre os celtas na antiga Inglaterra, Irlanda e França. Eram considerados adivinhos, magos ou bruxos, e adoravam Deuses idênticos aos dos Gregos e Romanos, mas com nomenclatura diferente.
Toda a informação que os Druidas passavam para o seu povo, era feita de forma oral, e nunca escrita. Estes sacerdotes faziam grandes fogueiras na noite do Haloween, supostamente para se protegerem dos espíritos maus, pois acreditavam que estes tinham medo do fogo.
Todo o povo considerava os Druidas como alguém que possuía forças sobrenaturais capazes de acalmar os espíritos malignos, pois estes espíritos eram considerados muitas vezes como perigosos para o mundo dos vivos.
O povo acreditava que os mortos que voltavam naquela madrugada destruíam plantações e raptavam até as crianças que apanhavam na rua. Então para evitar tal tragédia ninguém saia para a rua, sem contar os Druidas que faziam fogueiras e rituais de afastamento espiritual.
Os Druidas foram erradicados pelos romanos na França e Inglaterra antes do fim do primeiro século, no entanto continuaram a existir na Irlanda até ao séc.IV .
Os Rituais do Povo Celta
Naquela época o povo Celta praticava uma série de rituais para afastar ou minimizar os estragos que os mortos pudessem fazer. De seguida vou enumerar e explicar alguns desses rituais:
ண Colocavam tigelas de comida nas portas das suas casas, para satisfazerem a fome dos espíritos, de forma a que estes não entrassem na habitação para lhes fazer mal
ண As pessoas pegavam em tochas incendiadas ou em lanternas, pois segundo o povo, os mortos não conseguiam encarar a luz porque vinham do mundo da escuridão.
ண Sempre que um motivo de força maior obrigasse alguém vivo a sair de casa, o povo usava mascaras para serem confundidos com almas do outro mundo, ficando assim protegidos de qualquer súbito ataque dos mortos.
ண Os Druidas, tal como atrás referi, construíam grandes fogueiras para afastarem os mortos e para preverem o futuro dos vivos.
Na noite de 31 de Outubro, os Druidas ao fazerem grandes fogueiras no cimo dos montes, não só queriam afastar os espíritos que por ali andavam, como também queimavam vivos prisioneiros de guerra, criminosos e animais. Estes sacerdotes diziam que ao observarem a posição dos corpos a arder, conseguiam não só ter o reflexo do passado, como também prever o futuro das suas civilizações.
O costume de saltar fogueiras passou a servir não só para afastar o mal, assim como para se mostrar a coragem que cada um tinha.
No Norte do nosso país os rapazes das aldeias levavam os carros de bois até ao cimo de um monte, aonde os carregavam de lenha para posteriormente fazerem uma grande fogueira no largo da aldeia. Durante a madrugada assava-se castanhas, saltava-se a fogueira, e todos se divertiam grande parte da noite.
Até aos dias de hoje permanece este ritual, no entanto é mais notório em Aldeias do Norte de Portugal, e não tanto no Sul.
As Máscaras e Fantasias
de Haloween
O povo Celta na noite de 31 de Outubro para 1 de Novembro, não saíam de casa para não serem apanhados pelos mortos (como atrás já referi). No entanto sempre que se viam obrigados a sair por algum motivo de força maior, eles iam mascarados, pois só desta forma (consideravam eles) é que os mortos não os reconheciam.
Actualmente as mascaras de bruxas, fantasmas e outros mais, são usadas para simbolizar esta data. A tradição mantém-se hoje por uma questão de diversão e entretenimento, ou simplesmente para pregar uma partida a alguém.
A ideia das bruxas, fantasmas, fadas, duendes e espíritos, derivam da época dos Celtas, pois estes acreditavam que todas estas “entidades” surgiam na madrugada do chamado “Dia das Almas”.
Jack-o-Lanterns
VS.
Cabeças de Abóbora
O uso da Abóbora iluminada surgiu na Irlanda, que embora seja um país religioso, e também um país com um povo muito supersticioso. Conta a lenda que um homem chamado Jack não conseguiu entrar no Céu porque tinha sido muito avarento ao longo da sua vida. No entanto, este mesmo homem foi também expulso do Inferno por ter enganado o Diabo. Então, Jack foi condenado a Alma penada, o que significava vaguear eternamente na escuridão como forma de castigo. Decidiu então pedir ao Diabo que lhe desse uma brasa para iluminar o seu caminho, colocando-a dentro de um nabo oco. Este talismã – Nabo – simbolizava uma alma condenada. Esta lenda sofreu alterações após a chegada dos Irlandeses aos E.U.A. e ao Canada, que por falta de nabos e abundância de plantações de abóbora, decidiram fazer a substituição do talismã das almas condenadas. Os Americanos e os Canadianos resolveram então acrescentar esta lenda aos festejos do Haloween. É de salientar que esta lenda é uma das que mais marca actualmente o Haloween na Europa (que ainda tem este festejo em expansão), pois a abóbora iluminada é conhecida por todos.
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16 outubro 2007
Qual a origem do Haloween?
O Halo
ween está à porta...por isso mesmo, vou dedicar os próximos dias a esta temática. Por isso mesmo, vou primeiramente explicar o que significa esta palavra - Haloween, e desta forma permitir a todos um maior conhecimento sobre a temática em questão. Postarei depois actividades direccionadas para a idade de Jardim de infância, esperando desta forma contribuir para a prática pedagógica de todos aqueles que desejem "trabalhar" esta temática.
ween está à porta...por isso mesmo, vou dedicar os próximos dias a esta temática. Por isso mesmo, vou primeiramente explicar o que significa esta palavra - Haloween, e desta forma permitir a todos um maior conhecimento sobre a temática em questão. Postarei depois actividades direccionadas para a idade de Jardim de infância, esperando desta forma contribuir para a prática pedagógica de todos aqueles que desejem "trabalhar" esta temática.Antes de mais e preciso que se saiba que a expressão “Haloween” deriva de “All Hallow Eve”, ou seja “Noite de Todos os Santos”, e por isso mesmo se celebra na noite de 31 de Outubro. Como todos sabemos, o dia 1 de Novembro e o “Dia de Todos os Santos”, e é designado por “All Hallows Day”.
O Haloween comemorou-se em grande escala até há meia dúzia de anos atrás, nos Estados Unidos da América e no Brasil, no entanto esta tradição tende a alargar-se aos países da Europa, não pela crença no regresso das almas do outro mundo, mas sim pelo pretexto de brincadeira e diversão que se desencadeia!
Nos dias de hoje, esta festa é celebrada com mascaras de monstros, bruxas, fantasmas, mortos, etc., e sempre com um espírito de brincadeira. Alguns jovens reúnem-se perto de uma fogueira para contar histórias pela noite dentro; outros saem de casa para pedir doces de porta em porta: “doçuras ou travessuras”.
O Haloween em Portugal está em franca expansão no “mundo” dos adultos. Vários bares e discotecas já fomentam a entrada de clientes apenas mascarados nesta madrugada. Sem duvida alguma, que a maioria das fardas alugadas, vendidas ou improvisadas, são para uso de jovens e adultos, até porque a hora tardia não permite que crianças pequenas se divirtam pela madrugada fora.
No entanto, nas faixas etárias mais baixas, o Haloween esta ainda um pouco “enublado”, pois só de há 2 ou 3 anos a esta parte é que as escolas e os Jardins-de-infância começaram a aceitar esta tradição que dizem ser tipicamente Americana.
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14 outubro 2007
As Educadoras do Futuro
Cabe a nós Educadores/as a mudança gradual de mentalidades ao nível de toda a comunidade educativa que integre a instituição. Isto significa que não basta preparar um projecto pedagógico que verse sobre determinado assunto para um dado grupo de meninos, sem que os agentes da comunidade educativa estejam sensibilizados para tal acontecimento. Então a Educadora deve comunicar a sua intenção não só ao seu grupo de crianças, mas também às Auxiliares de Educação, Pais e outras pessoas com responsabilidades educativas relacionadas com a instituição escolar.
O nosso papel não é mais do que respeitar os padrões de desenvolvimento de cada criança e de todas em conjunto, nos domínios do afectivo, social, cognitivo e emocional. Toda esta preocupação com o desenvolvimento saudável da criança deve ter em atenção as diferenças individuais de cada uma, mas sem esquecer o grupo, e é também no contexto escolar que se explora os mais variados níveis de desenvolvimento das crianças. A Educadora deve então ser a transmissora de conhecimentos e experiências vividas, mas sem esquecer que deve partir dos saberes que cada criança já adquiriu.
Assim, tendo nós as educadoras um papel fundamental no desenvolvimento da criança, cabe-nos a tarefa de evoluir e aceitar as tradições que vão chegando até nós. Desta forma devemos permitir o contacto das crianças com outras culturas que não sejam só os de origem Nacional, e permitir-lhes de forma natural contactar com o mundo artístico, visto este ser potenciador de capacidades e desinibidor de sentimentos.
Então, a Pratica Pedagógica dos/as Educadores/as deve ser encaminhada por objectivos por si determinados, tendo sempre em conta o grupo com o qual se trabalha, pois só desta forma é que se consegue alcançar o sucesso educativo de todas as crianças.
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