08 janeiro 2008

A Vontade de Comunicar

Desde muito cedo a criança começa a tentar comunicar com os que lhe são mais próximos, e a tentar expressar as suas ideias para que os seus diversos intentos sejam compreendidos, e se possível atendidos. Desde logo, com os primeiros balbuciares típicos dos bebés, as crianças demonstram sinais de interacção com o adulto que a rodeia; sorri e palra quando está feliz, chora, resmunga e grita sempre que algo não está bem. A linguagem gestual é um recurso comunicativo que muitas crianças utilizam, pois é o principal apoio daquelas que ainda possuem um léxico muito limitado. A tensão dos seus músculos, as suas cóleras, os seus gritos, as suas lágrimas, o seu sorriso, o seu olhar, os seus gestos, a sua postura corporal, a sua mímica, constituem decerto fortes mensagens às quais os pais tentarão concerteza dar resposta. Então é importante que se refira a importância que a linguagem gestual tem no desenvolvimento da criança: na sua capacidade de comunicar, de se expressar e obter satisfação dos seus desejos e necessidades quando ainda não “domina a palavra”. Os pais/educadores são como que o elo de compreensão entre o que a criança representa gestualmente e o que realmente elas pretendem, pois quem melhor do que eles para conhecer e compreender o filho (ou educando). Quando uma criança sente que os pais ou educadores estão a dar-lhe atenção e a tentar entendê-la, esta criança terá um maior sentimento de confiança, e alargará consequentemente os próprios laços de afecto com estes. Após passar a simples linguagem gestual (pois esta é usada eternamente por todos nós em consonância com a linguagem falada) os pais e os educadores, ou quem está diariamente com a criança, têm um papel fundamental nas restantes aprendizagens de comunicação, quer a linguagem falada, quer a linguagem escrita.

Piaget, considera que a linguagem falada apresenta três consequências essenciais do desenvolvimento mental: a socialização da acção, ou seja, a possibilidade que a criança tem em verbalizar com outras pessoas; a internalização da palavra que se prende com o aparecimento do pensamento propriamente dito, confirmado pela linguagem interna e por um sistema de signos; e por ultimo a internalização da acção, a qual mais do que ser puramente preceptiva e motora, será agora uma representação intuitiva por meio de imagens e experiências mentais.
A aquisição da linguagem falada é um processo que se dá naturalmente, sem “ensinamentos” formais, contínuo e gradual e é de extrema importância para o desenvolvimento global da criança, assim como é importante no seu desempenho na escola e na própria comunidade. Na aquisição da linguagem falada os pais são detentores de uma verdadeira responsabilidade, pois cabe primeiramente a estes a “obrigação” de estimular a sua criança, sem a apressar ou tecer-lhe criticas que não sejam construtivas. Os pais que demonstrem demasiada ansiedade face às primeiras palavras dos seus filhos, e que os corrijam incessantemente, mesmo quando vêem que as crianças ainda não dominam na perfeição este tipo de linguagem, irão criar-lhes sentimentos de “não ser capaz” o que pode levar a uma regressão ou estagnação na aprendizagem da linguagem falada, podendo até levar a uma inibição que se prolongue por outros campos de aprendizagem. Então deverão ser os pais os primeiros a dar tempo para que se dê uma evolução nesta aprendizagem, sem pressionar as crianças. Deverá também ter-se em conta que para o desenvolvimento harmonioso da linguagem é necessária uma integridade anatómica e funcional de todos os órgãos que fazem parte tanto do processo de recepção como do de emissão. Basta uma malformação ou uma lesão de um desses órgãos para a criança ter dificuldades. Em caso de haver qualquer problema com a criança, cabe aos pais, criar um certo envolvimento de cooperação e diálogo entre os que contactam com essa criança, nomeadamente com a/o educador caso a criança já frequente alguma creche ou jardim-de-infância, podendo desta forma responder de forma mais ajustada ao problema apresentado por esta criança. Por último, e para que se perceba a importância dos pais e da escola no desenvolvimento global da linguagem, aparece a linguagem escrita. Embora possa parecer descabido ou até pretensioso da minha parte, a linguagem escrita está presente desde a mais tenra idade. Desde muito cedo a criança convive em casa com o código escrito: quando a mãe lê na lata as instruções de preparação do leite, quando ao mãe ou o pai consultam a agenda ou a lista telefónica, quando o avô lê a revista ou o jornal. Na escola mais uma vez a criança tem contacto com o código escrito sempre que a professora lê uma história, por exemplo. Cabe aos pais mais uma vez em consonância com a creche ou jardim de infância, caso a criança frequente, proporcionar de um modo natural, funcional, lúdico e afectivo, imensas situações de contacto com a linguagem escrita (livros, revistas, placares com informações, folhetos, etc.. Há pois, uma grande familiarização com o código escrito que decerto influencia a criança motivando-a para um dia aprender a ler e a escrever.

30 dezembro 2007

Educar é...

" Educar é como
instalar um motor num barco.
Há que medir, pesar, equilibrar...
e pôr tudo em marcha.
Para isso, cada um de nós tem
que levar na alma
um pouco de marinheiro,
um pouco de pirata,
um pouco de poeta
e um quilo e meio de paciência
concentrada.
Mas é um consolo sonhar
que esse barco-menino,
enquanto nós trabalhamos,
pode ir muito longe, por essas águas fora.
Sonhar que esse navio
levará a nossa carga de palavras
até portos distantes,
até ilhas longíquas.
Sonhar que, quando um dia, por fim,
dormir a nossa própria barca,
em barcos novos seguirá
a nossa bandeira desfraldada."
F. Gainza
In Educadores de infãncia nº 13

26 dezembro 2007

Actividade 3 - Construção de Bolas de Natal

Embora o Natal já tenha passado, aqui estou eu a postar uma 3ª actividade relacionada com esta época festiva...desculpem o atraso...
Construção das bolas de natal para enfeitar a árvore
Explicação
Esta actividade consiste em realizar com papeis as típicas bolas coloridas que enfeitam as árvores de Natal.
Recursos

Recursos Humanos
Educadora
Auxiliar
Crianças
Estagiária
Recursos Materiais
Papel crepe de várias cores
Clipes
Papel celofane de cores variadas
Cordel para atar
Objectivos

Objectivo Geral

Compreender que com simples materiais escolares, se pode fazer as bolas para enfeitar a árvore de Natal
Objectivos Específicos

Levar a criança a sentir curiosidade por todos os materiais que a rodeiam
Promover a preensão e força das mãos
Estimular a participação na elaboração dos objectos que posteriormente verão a enfeitar a árvore da escola
Desenvolver o sentido do tacto
Conhecer as cores primárias
Perceber que de diferentes misturas de cores, se obtém diferentes resultados
Estratégias

Explicar que actividade é que se vai realizar
Deixar as crianças sentirem as diferentes texturas dos materiais
Incentivar os meninos a realizarem várias bolas de diferentes tamanhos e cores
Desenvolvimento
A educadora irá propor aos meninos a realização das típicas bolinhas da árvore de Natal. Para isto, mostrará os diferentes materiais que irão utilizar, explicando ainda que é desnecessário comprar este tipo de enfeites, pois consegue-se fazer coisas lindas com materiais simples.
Estas bolinhas fazem-se da seguinte forma:

- Amachuca-se papel crepe (o suficiente para caber na mão de uma criança) em forma de bola
- Cobre-se a bolinha de papel crepe com papel celofane
- Coloca-se um clipe (já aberto por uma das pessoas adultas da sala) com a ajuda de uma pessoa adulta, no terminal do papel celofane
- Ata-se a “cabeça das bolinhas com cordel
Estes enfeites ficam realmente muito bonitos, podendo as cores variar o máximo possível. Se se puser celofane vermelho a forrar papel crepe de cor creme, obtém-se uma cor diferente do que se obteria caso o papel crepe fosse verde. Isto permite trabalhar o conceito de cor e de mistura de cores, inclusivamente explicar as cores primárias.

23 dezembro 2007

Actividade 2 - Realização de Bonecos de Neve com Feltro

Explicação

Os meninos irão fazer uns bonecos de neve, para que estes enfeitem também a árvore da escola.
Recursos
Recursos Humanos
Educadora
Auxiliar
Estagiária
Crianças
Recursos Materiais
Feltro branco, preto e laranja
Algodão
Tesoura
Agulha sem bico
Linha grossa
Cola
Caneta de feltro preta
Bola de ping-pong branca
Objectivos
Objectivo Geral
Apurar o domínio da expressão plástica
Objectivos Específicos
Aprender as funções de uma agulha
Fomentar a motricidade fina
Manusear materiais muito pequenos
Estimular a imaginação e criatividade
Associar as letras do alfabeto ao nome próprio
Estratégia
Mostrar um boneco de neve já feito pelas pessoas adultas da sala
Apoiar a criança sempre que esta necessite
Assinar o nome de cada criança na barriga do boneco, para que os meninos sintam que fizeram algo de importante
Desenvolvimento
A educadora logo de manhã, explica aos meninos o que todos irão fazer. Mais uma vez, os trabalhos escolares andam à volta dos enfeites da árvore de natal da escola. Desta vez, os enfeites são uns bonequinhos de neve feitos de feltro que cada criança irá fazer. Uma das pessoas adultas da sala irá explicar aos meninos as várias etapas para fazerem o boneco de neve, ajudando os diferentes meninos sempre que estes necessitam de apoio.

21 dezembro 2007

Actividade 1 - Modelar com Massa de Sal

Esta actividade surge no âmbito do Natal, mas pensando sempre que esta quadra já havia sido abordada na sala de jardim de infância. É importante que a criança esteja familiarizada com o tema base de todas as actividades, de forma a compreender o sentido de todas as actividades propostas pela educadora. Esta actividade deve então ser proposta após a educadora já ter falado com os seus meninos sobre esta época festiva, podendo até já ter desenvolvido outras actividades mais típicas desta quadra, como por exemplo, escrever uma carta ao Pai Natal.

Actividade

Modelagem

Explicação
Os meninos modelarão massa de sal com a intenção de fazerem motivos relacionados com o Natal, para posteriormente pendurarem na árvore de Natal da escola.
Recursos
Recursos Humanos
Educadora

Auxiliar

Estagiária

Crianças

Cozinheira
Recursos Materiais
Farinha

Água

Copo
Tabuleiro

Sal

Alguidar

Colher de Pau

Formas

Rolo de cozinha
Objectivos

Objectivo Geral

Permitir o contacto com novos materiais
Objectivos específicos
Provar novos sabores
Estimular a criatividade

Desenvolver a preensão e força das mão e pulsos

Apurar a motricidade fina

Desenvolver o sentido do tacto
Estratégias

Permitir que as crianças provem os diferentes ingredientes
Deixar que as crianças explorem livremente a massa de sal
Falar com os meninos sobre as formas que se estão a modelar
Desenvolvimento

A educadora deverá explicar aos meninos o que irão fazer, e deverá deixá-los misturar os ingredientes necessários à confecção da massa de sal. Caso eles queiram a educadora deverá deixá-los provar os diferentes ingredientes, e também a própria massa após estar feita. Como não é utilizado qualquer produto químico, não prejudicará em nada a saúde dos meninos. Os meninos não devem ser obrigados a fazer só formas natalícias, devem sim fazer formas livres, que depois de pintadas ornamentarão de igual maneira a árvore de Natal da escola. No entanto existirão formas plásticas para os meninos que queiram utilizar, tendo estas, o formato de estrelas, sinos, árvore de natal, coroa natalícia, etc. Após a modelagem da massa de sal, todos de forma organizada colocarão as figuras que modelaram dentro de um ou dois tabuleiros. Será uma dos adultos da sala, quem irá levar o tabuleiro à cozinha, para que estas formas cozam no forno.

Receita da Massa de Sal

Ingredientes
1º – Dois copos de farinha
2º – Um copo de sal
3º – Um copo de água
Como Fazer:
Deita-se a farinha e o sal num alguidar e mistura-se bem com a ajuda de uma colher de pau, acrescentando a água pouco a pouco. A massa tem de ficar homogénea, ou seja, se ficar demasiado pegajosa, coloca-se um pouco mais de farinha. Se ao contrário, a massa ficar muito seca, junta-se um pouco de água. Quando a massa estiver com a consistência certa para ser modelada, irá colocar-se a massa sobre uma superfície plana e limpa. Convém polvilhar a superfície com farinha, para que a massa não pegue. A massa de sal está pronta para ser trabalhada de forma a realizar as mais variadas imagens.

20 dezembro 2007

O Natal e suas Simbologias

O Vermelho e Branco
A vestimenta vermelha e branca que todos reconhecem como sendo a farda do Pai Natal, tem por base uma história muito curiosa que remonta a 1931. A figura do Pai Natal até 1931, vestia sempre roupas de cores variadas, e um barrete com uma coroa de azevinho. No Inverno de 1931, a Coca-Cola lançou uma campanha que teve como imagem de marca a figura de São Nicolau vestido de vermelho e branco (com luvas, calças e túnica), tendo na cabeça um gorro vermelho debruado a branco, com um pompom na ponta. Como se pode ver, estas duas cores não foram escolhidas ao acaso, são no fundo as cores do produto comercializado. A campanha da Coca-Cola teve um enorme sucesso, que resultou numa imagem de marca que já ninguém consegue dissociar. Isto significa que o Pai Natal actualmente é sempre visto como o velhinho de vermelho e branco, e de preferência com um saco de presentes às costas.
A Árvore de Natal
A tradição da árvore de Natal, consegue ser mais antiga, do que o próprio Natal. Os Romanos enfeitavam árvores em honra de Saturno, que era o Deus da agricultura; os Egípcios, Chineses e hebreus, enfeitavam pinheiros ou cedros com coroas e grinaldas como símbolos de vida eterna. Ao longo de muitos anos, este tipo de árvore era também enfeitada com o intuito de afastar o demónio. O mais importante de se reter, é que todos estes conceitos de “árvore de Natal” tiveram origem pagã, assim como os enfeites que a certa altura se começaram a utilizar. O mais comum dos enfeites era as velas, que com o surgimento da electricidade foram substituídas por luzes eléctricas. A árvore de Natal dos dias de hoje, é oriunda da Alemanha Ocidental e é sempre representada por pinheiros, pois é das poucas árvores que não ficam “descascadas” no Outono e no Inverno. Por outro lado, o que se pretende é uma árvore tipo triângulo, então a solução teria de ser um abeto , que neste caso acabou por ser escolhido o pinheiro. Os enfeites da árvore de Natal têm também origem na Alemanha, sendo estes ornamentos feitos em papel. Em Portugal, até meados dos anos 50, a árvore de Natal era mal vista perante as pessoas, sendo o presépio o único enfeite natalício que se usava até então. Com o evoluir e o passar dos anos, os pinheiros de Natal conquistaram todas as pessoas, e grande maioria das famílias possui um pinheiro (mesmo que este seja artificial) nesta altura festiva.
O Presépio
O presépio simboliza a recriação do nascimento de Jesus. Esta recriação teve origem na Terra Santa, e foi realizada por São Francisco de Assis na sua aldeia, em 1224. São Francisco de Assis “montou” o primeiro presépio, tendo como base, a descrição bíblica do nascimento de Jesus.
As imagens dos animais, as figuras que entram nesta representação, a gruta, os três reis magos, etc. estão descritos na bíblia. Todas estas figuras representativas da natividade, eram esculpidas em madeira e depois pintadas e até ornamentadas.
Após esta exposição feita por São Francisco, os presépios passaram a ser feitos em conventos, por ser de cariz Cristão. No fundo, esta é das poucas tradições Natalícias que tem como base a Cristandade. Rapidamente as Igrejas e locais santos aderiram a este tipo de representações, estando presente nos dias de hoje, em muitas casas do nosso mundo (mais que não seja as três figuras principais – Maria, São José e Jesus). Tornou-se então um costume que se mantém principalmente nos países Europeus.
Os Sinos
Esta tradição deriva do facto dos antigos acreditarem que os ruídos e barulhos estridentes afastavam os espíritos malignos. Nesta altura usavam campainhas e sinos para os afastarem. No entanto, os sinos enquanto ornamento da época natalícia simbolizam a alegria pelo nascimento de Jesus. É comum nos dias de hoje ver sinos desenhados nas janelas de diferentes habitações e até pendurados na árvore de Natal.
Os sinos continuam a ser utilizados nas igrejas para anunciar o início da missa, e nas aldeias ainda se toca o sino sempre que morre um ancião da terra.
As Velas
O surgimento das velas não ocorre por um mero acaso, pois estas significavam para os Romanos, nas suas festas saturnais, um pedido superior para que o sol voltasse a brilhar. A luz das velas era assim a chamada para a luz solar em tempo de Inverno, e para o calor que nessa altura do ano não fazia. No entanto esta tradição em nada se relacionava com o nascimento de Jesus, porém mais uma vez o Cristianismo adoptou este costume e tornou-o sagrado à sua maneira. Desta forma as velas passaram a significar a chamada luz divina para as diferentes casas, o que fazia com que as pessoas acendessem uma ou várias velas e as colocassem em lugar visível para todos (na janela, usualmente).

Ainda assim, havia quem colocasse as velas na árvore de Natal, no entanto os sucessivos desastres de incêndios, levaram a que assim que surgiu a luz eléctrica, estas fossem substituídas rapidamente por iluminação especial para a árvore de Natal.

18 dezembro 2007

Natal: Significado e Importância para as Crianças

O Natal representa acima de tudo a comemoração do nascimento do menino Jesus, mesmo para quem é de outra religião ou até ateu. Mesmo que o Natal não tenha contornos religiosos, todos sabem o que está subjacente a esta época festiva. Os dias que antecedem a esta festa tão bonita, são sempre de grande confraternização e de reunião de meios económicos para ajudar os mais pobres e oprimidos. O mais triste desta quadra é o facto das pessoas só se lembrarem dos outros por esta altura. Problemas existem ao longo de todo o ano, e não apenas no mês de Dezembro.

Outra das características desta quadra, é o elevado consumo que se dá em todas as zonas comerciais. Cada vez mais as pessoas vivem de aparências e de compras exacerbadas, que na maioria dos casos ultrapassam o orçamento que cada família deveria gastar. No entanto é preciso salientar que no mundo das crianças o Natal tem particular relevo e importância. Todos os meninos esperam ansiosamente pela noite em que recebem as prendinhas de Natal. Nas famílias mais tradicionalistas, é o “Pai Natal” quem as entrega
São Nicolau
São Nicolau foi um bondoso bispo de Mira, que nasceu em 301 D.C., no Sudoeste da Ásia Menor, onde hoje se situa a Turquia. A sua fama espalhou-se pelo mundo inteiro, no entanto é a Holanda o país que mais o festeja, pois há quem diga que foram os Holandeses que trouxeram as primeiras notícias deste bom homem para o norte da Europa. Nos Estados Unidos da América, o seu nome foi abreviado para Santa Claus (Santos Nicholaus).

Sem dúvida alguma que a bondade de S. Nicolau se tornou lendária, pois este tinha por hábito visitar as aldeias por onde ia passando, deixando brinquedos às crianças. Para além disto este bispo matou a fome a muita gente.

Filho de Epifânio e Joana, o seu nome não foi escolhido ao acaso, pois “Nicolau” foi o nome que lhe deram por significar “pessoa virtuosa”. Os seus pais eram Cristãos, e acreditavam que o nome teria influência na personalidade do seu filho, por isso lhe deram o nome que representava o virtuoso, pessoa que só faria bem ao mundo. Os pais de Nicolau eram bastante abastados, não tendo quaisquer necessidades económicas.
A lenda de S. Nicolau está envolta em algumas simbologias, sendo uma das mais importantes, a lenda das bolas de ouro. Esta lenda conta que Nicolau ainda jovem, decidiu dar três sacos de ouro a três filhas de um velho pobre, para evitar que estas fossem para a prostituição. Ele ofereceu então os três sacos em três alturas diferentes: sempre que as raparigas atingiam a idade de casar, Nicolau colocava o saco de ouro dentro da casa delas através da chaminé. Os pais de Nicolau morreram, ainda este não era adulto. Então Nicolau decidiu, por conselho de um tio, visitar a Terra Santa. Rumou à Palestina e depois ao Egipto, no entanto nem tudo correu bem nesta viagem. Ao longo do percurso ocorreu uma enorme tempestade, que poderia ter levado à morte de muitas pessoas, no entanto tudo acalmou quando Nicolau começou a rezar. Daí em diante Nicolau ficou conhecido por salvar marinheiros e pescadores vítimas de tempestade.
Após o regresso da viagem, Nicolau decidiu doar toda a sua fortuna aos pobres, passando ele a viver na pobreza. Nicolau começou então a dedicar a sua vida cada vez mais a Deus, e a toda a igreja Católica. Foi então que se tornou bispo de Mira, que embora não fosse a sua aldeia Natal, era a aldeia aonde Nicolau tinha decidido viver no mundo da pobreza. Já depois de ter sido indicado bispo, S. Nicolau continuou a distribuir presentes pelas crianças, levando esta sua devoção aos mais novos, à abertura de um orfanato. São Nicolau faleceu a 6 de Dezembro de 342, passando este dia durante muito tempo a ser festejado por todo o mundo. Todas as pessoas o passaram a associar à doação de presentes, o que levou a que a entrega de presentes anual fosse comemorada no dia 6 de Dezembro. No entanto, esta tradição dilui-se com a ideia do menino Jesus e sua respectiva entrega de presentes a dia 25 de Dezembro. O Papa Paulo VI, devido à pouca documentação relativa ao São Nicolau ordenou que a festa alusiva a ele, fosse retirada do calendário oficial Católico Romano.
Embora nos dias de hoje não festeje o dia de S. Nicolau, a verdade é que o “Pai Natal” representa a versão moderna deste homem que tão bem fez em seu redor. O pai Natal mais não é do que uma figura que entrega prendas a todas as crianças do mundo, não fosse ele uma recriação de São Nicolau.
Pai Natal
A figura de São Nicolau foi usada para representar o Pai Natal dos nossos dias. Este “boneco” é associado à ideia de um homem de idade avançada, com barbas grandes e brancas, muito barrigudo, de faces rosadas e sempre vestido com uma fato vermelho e branco. Este simpático senhor, tal como S. Nicolau, distribui por todas as crianças do mundo os mais variados brinquedos, sem olhar a etnias e a questões económico-sociais. É sem dúvida encarado como sendo imparcial e justo. No fundo a única condição que impõe aos meninos para que estes recebam prendinhas, é o bom comportamento ao longo de todo o ano, ou pelo menos é esta a versão que a maioria dos papás conta aos filhotes. O Pai Natal está espalhado por todo o mundo, assumindo vários nomes, dependendo do país e até da cultura em questão. Esta personagem que encanta crianças de todo o planeta, é sempre encarada como um homem bem disposto, generoso e bonacheirão. Actualmente ninguém sabe ao certo aonde é que mora o Pai Natal, mas a maioria das versões aponta para a Lapónia, na Finlândia. Mas há também quem aponte o Pólo Norte como sendo a verdadeira morada deste velhinho de barbas brancas.
A maioria das crianças tentam de alguma forma entregar uma carta ao Pai Natal, onde expressam os seus desejos face às prendas que querem receber.
Alguns meninos entregam a cartinha dos pedidos natalícios a um Pai Natal que encontram na rua; outras pedem às mães para enviarem por correio, e outras ainda dizem que irão enviar o pedido de presentes por e-mail. O mais engraçado é que o Pai Natal adivinha quase sempre o que os meninos querem, mesmo que estes não lhe transmitam o que desejam receber. Numa última hipótese os meninos deixam a cartinha junto à chaminé da sua casa, para que o “velhinho” a leia.
O mais curioso, é que o Pai Natal está envolto num mundo de magia, ou seja as suas renas voam mesmo sem terem asas, e os seus duendes são sem dúvida os seus grandes ajudantes.
Reunidas estas condições, o Pai Natal sabe onde mora cada criança, sabendo então o comportamento que esta teve ao longo do ano. No entanto, este velhinho bonacheirão tem de usar a sua magia para numa única noite conseguir distribuir os brinquedos desejados, por todas as chaminés deste mundo.
Para além das renas voarem, também o seu trenó é mágico, deixando as crianças maravilhadas e concentradas no mundo da fantasia.

14 dezembro 2007

Cachorros Shar Peis

Esta postagem é diferente de todas as que fiz até aqui! Pois é...vou colocar umas fotos dos meus rebentos caninos. São da Raça Shar Pei, filhos de uma cadela magnífica chamada Ruga e do meu Ígor que já é campeão de Portugal. Vejam e digam lá se não são uma ternura!
Cada "bebé" está à venda por 650 euros, e nem vale a pena dizer que têm Pedigree...pois está claro que têm!!!!
Digam lá que não são lindos de morrer!!!!

Olhem só para o tamanho que eles têm!!!

08 dezembro 2007

Olá a Todos

Olá! Estou em falta com todos aqueles que têm seguido o meu blog, pois nunca mais fiz nenhuma postagem. A verdade é que não tenho tido muito tempo livre, para não dizer que não me sobra tempo algum! Iniciei a tese de mestrado... muito trabalho, muita tempo dedicado à investigação. Prometo postar sempre que possa, até porque pretendo postar actividades sobre o Natal, visto estar aí à porta. Obrigado por tudo e até breve.

31 outubro 2007

Actividade 7 - O Cenário da Peça Teatral sobre o Haloween

Esta actividade é como que uma reflexão de tudo o que vai ser necessário para a Dramatização. Assim, a auxiliar de educação, os pais dos meninos, as crianças e a educadora, irão reunir os recursos materiais necessários para construírem e montarem o cenário. Os papás que queiram podem permanecer na Instituição durante a parte da manhã, para ajudarem na elaboração dos apetrechos necessários para compor um cenário que se relacione com o Haloween. Por outro lado darão apoio aos filhotes que fazem então os últimos ensaios. Este cenário que iremos preparar, mais não é do que a base da Dramatização. Uma das decorações que se pode prepar para esta manhã, é o enfeite do tecto da sala aonde vai decorrer a Dramatização (apenas a parte superior do local aonde vai decorrer a Dramatização). O Tecto irá ficar com aspecto de que está coberto de Teias de Aranha. Assim, e com o uso de lã branca, eu explicarei aos meninos que iremos todos cortar a lã em pedaços de tamanho médio. Após ter-mos toda a lã cortada, os meninos irão desfiar a lã o máximo que conseguirem. É preciso não esquecer que a Educadora tem que demonstrar como se faz tal tarefa, e sempre que solicitada deverá apoiar os seus meninos. Entretanto a educadora e a auxiliar com o apoio dos pais, irão pendurar a lã no tecto (com pedaços pequenos de fita-cola). Antes da peça começar borrifa-se a lã pendurada com água, dando a sensação de teias de aranha.
Este cenário fica mesmo muito bonito e original. Experimentem!!

30 outubro 2007

Actividade 6 – Preparação das Fardas e Máscaras do Haloween para usar na Peça Teatral

A preparação de máscaras ou fardas para vestir, é sempre uma situação de festa para as crianças. A grande maioria dos meninos adora mascarar-se e poder encarnar alguém que na realidade não é. É importante salientar que para esta actividade, os meninos podem já ter sido medidos anteriormente pela costureira da instituição. Para esta actividade eu considerei viável a realização de 4 máscaras diferentes: Bruxa, Múmia, Monstro e Cabeça de Abóbora. A distribuição dos meninos pelas diferentes fardas será feita de acordo com o número de crianças existentes no grupo.
Após uma breve conversa com o grupo de crianças, diz-se quais as fardas possíveis de serem realizadas. Esta actividade conta com a participação dos pais que queiram estar presentes para ajudar e para dar ideias para ornamentar as vestimentas dos meninos. Por considerar viável e bastante prático, irei vestir os meninos de forma simples e engraçada, e sem que seja preciso dispender de elevados custos económicos.
As Bruxas:
Desta forma as/os bruxinhas/os, serão vestidos com uma batina preta previamente cedida pela secção de costura do jardim-de-infância, e o cabelo estará no dia da dramatização, todo desgrenhado e empastado.
As bruxinhas entrarão em palco sempre com uma vassoura na mão, pois tal como reza a historia, as vassouras são o meio de transporte que elas usam apara voar.
As Múmias:
As múmias serão feitas com base em rolos de papel higiénico. Assim no dia da Dramatização, estas crianças serão enroladas em papel higiénico, de forma a lembrar uma verdadeira múmia. Na cara das crianças serão postas uns pensos rápidos em forma de cruz, e na cabeça levarão um gorro branco.
Os Monstros:
Algumas crianças farão de monstro no dia 31 de Outubro. Estas crianças levarão uma batina (tipo lençol) castanha (também cedida pela secção de costura da escola) e na cara uma mascara muita feia, de dar arrepios de medo… Esta será uma das actividades que se pode fazer nesta manhã (antes de decidir quem é quem).
As Cabeças de Abóbora:
Esta farda terá como base uma batina cor de laranja até aos pés, e na cara uma mascara com o desenho de uma abóbora. Estas máscaras serão realizadas na sala de aula.
A Realização das Máscaras
Como já pudemos constatar, quer as bruxas, quer as múmias não requerem de trabalho, ao nível de sala de aula, para realizar máscaras. Assim serão necessárias apenas as máscaras de monstro e as máscaras de Cabeça de Abóbora. Então estas máscaras serão realizadas na manhã do 6º dia de trabalhos sobre o Haloween, após a conversa em que se explica o que é pretendido na Dramatização. A educadora, já terá arranjado previamente o desenho das mascaras, e o que será pedido aos meninos, é o enfeite das diferentes máscaras, ou seja a composição que cada uma vai ter no seu interior. Todos os meninos darão diferentes sugestões para realizar as máscaras, e só depois é que se decide quem interpreta cada personagem. Caso não se chegue a um consenso, a educadora deverá fazer um sorteio para decidir a personagem que cada criança irá representar. Caso haja tempo, ainda na parte da manhã a educadora deverá descrever o que cada personagem vai fazer no dia da Dramatização. Por ser tão acessível, os ensaios não terão de ser feitos exaustivamente, nem nada que se pareça. Os ensaios deverão e serão breves e fáceis. Sem duvida que as dramatizações, pela sua natureza multidisciplinar, constituem um dos melhores recursos globalizantes para o desenvolvimento das crianças.

29 outubro 2007

Actividade 5 – Colagens

Esta actividade é simples, mas os mais novos adoram-na. Assim, após a pesquisa de imagens que haviam feito na actividade anterior, as crianças terão que colar as imagens que seleccionaram e recortaram no 4º dia de actividades do Haloween. Estas imagens irão ser coladas de forma aleatória (consoante o gosto de cada menino) num grande cartaz que posteriormente é colocado na parede da sala de aula. A Educadora já deverá ter escrito o termo “HALOWEEN” com uma letra gorda, grande e de fácil leitura (para os adultos, claro!). Ficaria mais ou menos como a imagem que se segue, só que em dimensões muito maiores e consequentemente mais gorduchas.

Após o término das colagens das imagens que recortaram anteriormente, a educadora pode pedir aos meninos que rasguem com as mãos pequenos pedaços de papel de lustro de cores diversas. Caso verifique que os pedacinhos ainda são muito grandes, pode-se dizer aos meninos para os rasgarem ainda ao meio. Convém realmente serem pedaços pequeninos (mas não minúsculos!), pois desta forma dará um trabalho muito mais interessante.

Posteriormente, e de forma organizada cada menino irá preencher uma parte de uma letra do titulo do cartaz, colando os pedacinhos do papel de lustro rasgado. Assim esta actividade funciona como sendo um mosaico, que eles irão preencher o mais cuidadosamente possível, para não passarem os limites impostos pelo suporte escrito que eu desenhei. Cada criança irá deixar o menor espaço possível entre os diferentes papelinhos colados, pois com toda a certeza dará um trabalho mais bonito e revelador de uma grande dedicação.

Como é fácil perceber, esta actividade exige o apoio constante da educadora, porque apela muito a colagens pequenas, que para alguns meninos quase são consideradas como sendo minuciosas. Este cartaz com imagens do Haloween ficará exposto na sala até ao final desta época festiva, sendo depois guardado para posteriormente ser aproveitado para actividades de reciclagem de papel.