23 fevereiro 2008

Ambiente VS. Hereditariedade

Algumas características hereditárias e o meio ambiente trabalham juntos para determinar a personalidade, ou seja há uma equilíbrio entre os factores ambientais e os factores adquiridos hereditariamente ( já assim o dizia Piaget ). Isto não quer dizer que uma criança tenha que ficar para sempre atrelada à sua formação genética, pois um gene apenas fornece a probabilidade de um traço de caracter, não é uma garantia. Então diz-se que a natureza afecta a criação e a criação afecta a natureza. A melhor forma de estudar estes dois factores é de analisar dois gémeos verdadeiros, pois terão concerteza traços de caracter mais idênticos do que outro tipo de irmãos. Estes traços são os que provavelmente aparecem na herança da hereditariedade. Os gémeos criados por famílias diferentes em meios diferentes adquiriram ao longo da vida uma diferença substancial de comportamentos. Com toda a certeza que uma criança gémea de outra sorrirá com frequência se o meio ambiente e a família aonde está a ser criada é calma, e lhe responde sempre com boas palavras e sorrisos, reforçando então a disposição alegre da criança. Se o gémeo desta criança estiver integrada numa família aonde reine um ambiente demasiado repressivo e protector, se calhar ele não sorrirá tão frequentemente. Isto significa que nós estamos sujeitos a experiências diárias que podem modificar o nosso temperamento e carácter.

12 fevereiro 2008

Uma Tarde Diferente !

Há uns meses atrás postei sobre como fazer um globo em pasta de papel. Pois bem...realizei entretanto com a minha Vera (a minha mana mais nova) um projecto muito engraçado com as crianças que mais preenchem a nossa vida (sobrinhos e afilhados), e como adorámos o resultado, aqui ficam os objectivos que nos levaram a partir para esta tarde em família!!!
Objectivo Geral:
- Construir o Planeta Terra em pasta de papel
Objectivos Específicos:
- Perceber que vivemos num planeta intitulado Terra, que possui vários Continentes, Oceanos e inúmeros países.
- Aprender a fazer pasta de papel
- Situar o nosso país no globo (após se desenhar todos os continentes e se ter delineado a Europa)
Conteúdos:
- Diferenciar Países, Continentes e Oceanos
- Claro / Escuro - (Terra Redonda), quando o Sol está num lado, no outro lado oposto é de noite
- Reciclar

Nota: As crianças não desenharam os espaços referentes aos diferentes Continentes, esse foi um trabalho feito "gentilmente" pelo meu mano Miguel.

Olhem só o Resultado!!!!

Os miúdos adoraram esta actividade...tão simples e ao alcance de todos. Vamos lá passar umas tardes diferentes com quem nos é mais querido!!

08 fevereiro 2008

Ser Criança é...

Dizes que sou o futuro:
Não me desampares no presente.
Dizes que sou a esperança da paz:
Não me induzas à guerra.

Dizes que sou a luz dos teus olhos:
Não me abandones às trevas.
Não desejo tão só a festa do teu carinho:
Suplico-te que me eduques com amor.
Não te rogo apenas brinquedos:
Peço-te bons exemplos e boas palavras.

Não sou um simples ornamento
Do teu caminho.
Sou alguém que te bate à porta
Pedindo-te:

Compadece-te de mim
E orienta-me para o bem;
Corrige-me enquanto é tempo,
Ainda que eu sofra;
Ajuda-me hoje
Para que amanhã
Eu não te faça sofrer.
____________________________________
Nota: Não sei o autor deste poema, foi-me dado
na Universidade para a realização de uma planificação
a partir destas palavrinhas lindas!!!

31 janeiro 2008

Carnaval

O Carnaval está à porta, é tempo de folia, risota e muita brincadeira. Hoje alguns dos meninos da minha sala foram mascarados, estavam um show!!!Vamos deixar que cada criança viva esta época festiva de acordo com a sua vontade, sem obrigar a máscaras/fardas que muitas vezes usam contrariados e a pinturas que não querem pôr. Por outro lado, as crianças que desejem mascarar-se não devem ser castradas de tal possibilidade, pois muitos papás não deixam pelo simples facto de não gostarem desta data festiva. Se calhar alguém está a pensar que as máscaras até são caras, mas...isto é outra questão! Compete à família de cada criança saber contornar esta questão. Porque não construir uma máscara com o seu filho? Pois é... continuo a ouvir respostas que me deixam abismada em pleno séc. XXI. Vamos dar voz e acção à vontade dos mais novos! É Carnaval, época de grande alegria para a maioria dos meninos (entre os 2 e os 6 anos o Carnaval é vivido muito intensamente).
Divirtam-se com os vossos mais-que-tudo!!! Bom Carnaval para todos!

26 janeiro 2008

De Onde Vem o Papel?

Após tantas e tantas postagens que já fiz, muitas delas sobre possíveis actividades com crianças, deparei-me com o facto de que quase tudo o que se pode fazer nas práticas pedagógicas, passa pelo componente Papel. Mas afinal de onde vem o Papel????
HISTÓRIA DO PAPEL
De acordo com a tradição o papel foi feito pela primeira vez no ano de 105 D.C. por Cai Lun, um eunuco que fazia parte da corte do Imperador Chinês Hedi. O material usado para a manufactura do papel foi uma pasta de seiva e tiras de bambu. Isto significa que eram utilizadas fibras vegetais e trapos de seda que vieram dar origem a uma das maiores invenções tecnológicas da História da Humanidade. O papel mais antigo ainda em existência, foi então feito a partir de farrapos no ano de 150 D.C. Durante aproximadamente 500 anos a arte da manufactura do papel ficou confinada à China, isto porque os chineses mantiveram por muito tempo o segredo desta técnica dentro das suas fronteiras. No entanto em 610 foi introduzida no Japão e em 750 na Ásia Central. Apesar do papel surgir no Egipto no ano de 800, só a partir do ano de 900 é que passou a ser produzido. No entanto antes da invenção do papel, o homem utilizava materiais diversificados para se expressar através de desenhos e da escrita. Os Esquimós, por exemplo, utilizavam ossos de baleia e dentes de foca, enquanto que os chineses escreviam em conchas e em cascos de tartaruga. Também havia povos que fixavam a escrita em folhas de palmeiras, nas cascas das árvores ou em tabuinhas de cera. Apesar da escrita e do desenho já se manifestar há mais anos, foi no Egipto que se deram os primeiros ensaios da fabricação do papel, nesta altura já com papiro. Este tipo de papel era somente utilizado pelos sacerdotes, sendo então chamado de papiros hieráticos. As matérias-primas mais famosas e próximas do papel, foram realmente o papiro e o pergaminho. O pergaminho era muito mais resistente, pois tratava-se de pele de animal, geralmente carneiro, bezerro ou cabra e tinham um custo muito elevado. Só a partir de 1857 é que um senhor de nome Hougtnon descobriu a celulose da madeira, que passaria desde logo a ser a matéria-prima do papel. Desde então o Eucalipto tornou-se amplamente como a principal fonte de fibra para o fabrico do papel.
TIPOS DE PAPÉIS

A palavra papel deriva de papiro(tal com atrás já referi), planta usada pelos antigos egípcios para fabrica-lo. Tanto no desenho como na pintura os papéis ocupam um lugar de suma importância. Saber escolhê-lo e tirar dele o maior proveito possível podem ser armas valiosas quando se trata de expressar algum sentimento.
Podemos classifica-los inicialmente em brancos, cremes e coloridos:
- Brancos: usados para grafite, carvão, aquarela, guache, óleo, acrílico e gravura.
- Cremes: usados para grafite, carvão e aguadas.
- Coloridos: usados para pastel, lápis de cera, guache, carvão e gravura.
Ainda podemos dividi-los em lisos e rugosos:
-Lisos: usados para o desenho detalhado e para ilustrações científicas.
-Rugosos: sempre que se queira uma certa expressividade na pintura, até para técnicas do tipo espatulado.
Uma série infindável de fabricantes poderá fazer a alegria dos artistas principiantes e também dos experientes mas, certamente, alguns serão sempre os preferidos pela facilidade que oferecem para uma determinada técnica!
Desenho:
Qualquer tipo de papéis serve para desenhar. Precisamos apenas que receba bem a grafite e permita que deslize com suavidade.
Podem ser lisos ou rugosos, brancos ou coloridos, duros ou macios, grossos ou finos.Quanto mais liso e mais fino, melhor será o resultado dos acabamentos e pequenos detalhes.
O semi-rugoso oferecerá uma superfície que seccionará sistematicamente o traço, criando um efeito dinâmico. Ex:Papel canson. Já o papel rugoso gera linhas grossas e irregulares.Experimente usar um papel próprio para aguarela, do tipo Torchon, fazendo as sombras apenas com traços de uma grafite bem macios.

21 janeiro 2008

Shar Peis - A Raça Mais Fofa (para mim, claro!!!)

Aqui estou eu de novo para mostrar o meu mais recente orgulho - os bebés do meu Igor. São os cachorrinhos mais lindos e fofos do mundo. Vejam se não tenho razão....

Estes cachorrinhos já têm quase 2 meses...se virem a postagem que fiz há cerca de um mês sobre estes meus "netinhos", nota-se o quanto eles estão enormes!!!! São tão lindos!

Estes bebés estão para venda, e neste momento já podem ser entregues...é que propostas para serem entregues no Natal, houve muitas, mas...não me parece correcto separar os bebés da mãe com apenas um mês de vida...é tudo uma questão de princípios.

08 janeiro 2008

A Vontade de Comunicar

Desde muito cedo a criança começa a tentar comunicar com os que lhe são mais próximos, e a tentar expressar as suas ideias para que os seus diversos intentos sejam compreendidos, e se possível atendidos. Desde logo, com os primeiros balbuciares típicos dos bebés, as crianças demonstram sinais de interacção com o adulto que a rodeia; sorri e palra quando está feliz, chora, resmunga e grita sempre que algo não está bem. A linguagem gestual é um recurso comunicativo que muitas crianças utilizam, pois é o principal apoio daquelas que ainda possuem um léxico muito limitado. A tensão dos seus músculos, as suas cóleras, os seus gritos, as suas lágrimas, o seu sorriso, o seu olhar, os seus gestos, a sua postura corporal, a sua mímica, constituem decerto fortes mensagens às quais os pais tentarão concerteza dar resposta. Então é importante que se refira a importância que a linguagem gestual tem no desenvolvimento da criança: na sua capacidade de comunicar, de se expressar e obter satisfação dos seus desejos e necessidades quando ainda não “domina a palavra”. Os pais/educadores são como que o elo de compreensão entre o que a criança representa gestualmente e o que realmente elas pretendem, pois quem melhor do que eles para conhecer e compreender o filho (ou educando). Quando uma criança sente que os pais ou educadores estão a dar-lhe atenção e a tentar entendê-la, esta criança terá um maior sentimento de confiança, e alargará consequentemente os próprios laços de afecto com estes. Após passar a simples linguagem gestual (pois esta é usada eternamente por todos nós em consonância com a linguagem falada) os pais e os educadores, ou quem está diariamente com a criança, têm um papel fundamental nas restantes aprendizagens de comunicação, quer a linguagem falada, quer a linguagem escrita.

Piaget, considera que a linguagem falada apresenta três consequências essenciais do desenvolvimento mental: a socialização da acção, ou seja, a possibilidade que a criança tem em verbalizar com outras pessoas; a internalização da palavra que se prende com o aparecimento do pensamento propriamente dito, confirmado pela linguagem interna e por um sistema de signos; e por ultimo a internalização da acção, a qual mais do que ser puramente preceptiva e motora, será agora uma representação intuitiva por meio de imagens e experiências mentais.
A aquisição da linguagem falada é um processo que se dá naturalmente, sem “ensinamentos” formais, contínuo e gradual e é de extrema importância para o desenvolvimento global da criança, assim como é importante no seu desempenho na escola e na própria comunidade. Na aquisição da linguagem falada os pais são detentores de uma verdadeira responsabilidade, pois cabe primeiramente a estes a “obrigação” de estimular a sua criança, sem a apressar ou tecer-lhe criticas que não sejam construtivas. Os pais que demonstrem demasiada ansiedade face às primeiras palavras dos seus filhos, e que os corrijam incessantemente, mesmo quando vêem que as crianças ainda não dominam na perfeição este tipo de linguagem, irão criar-lhes sentimentos de “não ser capaz” o que pode levar a uma regressão ou estagnação na aprendizagem da linguagem falada, podendo até levar a uma inibição que se prolongue por outros campos de aprendizagem. Então deverão ser os pais os primeiros a dar tempo para que se dê uma evolução nesta aprendizagem, sem pressionar as crianças. Deverá também ter-se em conta que para o desenvolvimento harmonioso da linguagem é necessária uma integridade anatómica e funcional de todos os órgãos que fazem parte tanto do processo de recepção como do de emissão. Basta uma malformação ou uma lesão de um desses órgãos para a criança ter dificuldades. Em caso de haver qualquer problema com a criança, cabe aos pais, criar um certo envolvimento de cooperação e diálogo entre os que contactam com essa criança, nomeadamente com a/o educador caso a criança já frequente alguma creche ou jardim-de-infância, podendo desta forma responder de forma mais ajustada ao problema apresentado por esta criança. Por último, e para que se perceba a importância dos pais e da escola no desenvolvimento global da linguagem, aparece a linguagem escrita. Embora possa parecer descabido ou até pretensioso da minha parte, a linguagem escrita está presente desde a mais tenra idade. Desde muito cedo a criança convive em casa com o código escrito: quando a mãe lê na lata as instruções de preparação do leite, quando ao mãe ou o pai consultam a agenda ou a lista telefónica, quando o avô lê a revista ou o jornal. Na escola mais uma vez a criança tem contacto com o código escrito sempre que a professora lê uma história, por exemplo. Cabe aos pais mais uma vez em consonância com a creche ou jardim de infância, caso a criança frequente, proporcionar de um modo natural, funcional, lúdico e afectivo, imensas situações de contacto com a linguagem escrita (livros, revistas, placares com informações, folhetos, etc.. Há pois, uma grande familiarização com o código escrito que decerto influencia a criança motivando-a para um dia aprender a ler e a escrever.

30 dezembro 2007

Educar é...

" Educar é como
instalar um motor num barco.
Há que medir, pesar, equilibrar...
e pôr tudo em marcha.
Para isso, cada um de nós tem
que levar na alma
um pouco de marinheiro,
um pouco de pirata,
um pouco de poeta
e um quilo e meio de paciência
concentrada.
Mas é um consolo sonhar
que esse barco-menino,
enquanto nós trabalhamos,
pode ir muito longe, por essas águas fora.
Sonhar que esse navio
levará a nossa carga de palavras
até portos distantes,
até ilhas longíquas.
Sonhar que, quando um dia, por fim,
dormir a nossa própria barca,
em barcos novos seguirá
a nossa bandeira desfraldada."
F. Gainza
In Educadores de infãncia nº 13

26 dezembro 2007

Actividade 3 - Construção de Bolas de Natal

Embora o Natal já tenha passado, aqui estou eu a postar uma 3ª actividade relacionada com esta época festiva...desculpem o atraso...
Construção das bolas de natal para enfeitar a árvore
Explicação
Esta actividade consiste em realizar com papeis as típicas bolas coloridas que enfeitam as árvores de Natal.
Recursos

Recursos Humanos
Educadora
Auxiliar
Crianças
Estagiária
Recursos Materiais
Papel crepe de várias cores
Clipes
Papel celofane de cores variadas
Cordel para atar
Objectivos

Objectivo Geral

Compreender que com simples materiais escolares, se pode fazer as bolas para enfeitar a árvore de Natal
Objectivos Específicos

Levar a criança a sentir curiosidade por todos os materiais que a rodeiam
Promover a preensão e força das mãos
Estimular a participação na elaboração dos objectos que posteriormente verão a enfeitar a árvore da escola
Desenvolver o sentido do tacto
Conhecer as cores primárias
Perceber que de diferentes misturas de cores, se obtém diferentes resultados
Estratégias

Explicar que actividade é que se vai realizar
Deixar as crianças sentirem as diferentes texturas dos materiais
Incentivar os meninos a realizarem várias bolas de diferentes tamanhos e cores
Desenvolvimento
A educadora irá propor aos meninos a realização das típicas bolinhas da árvore de Natal. Para isto, mostrará os diferentes materiais que irão utilizar, explicando ainda que é desnecessário comprar este tipo de enfeites, pois consegue-se fazer coisas lindas com materiais simples.
Estas bolinhas fazem-se da seguinte forma:

- Amachuca-se papel crepe (o suficiente para caber na mão de uma criança) em forma de bola
- Cobre-se a bolinha de papel crepe com papel celofane
- Coloca-se um clipe (já aberto por uma das pessoas adultas da sala) com a ajuda de uma pessoa adulta, no terminal do papel celofane
- Ata-se a “cabeça das bolinhas com cordel
Estes enfeites ficam realmente muito bonitos, podendo as cores variar o máximo possível. Se se puser celofane vermelho a forrar papel crepe de cor creme, obtém-se uma cor diferente do que se obteria caso o papel crepe fosse verde. Isto permite trabalhar o conceito de cor e de mistura de cores, inclusivamente explicar as cores primárias.

23 dezembro 2007

Actividade 2 - Realização de Bonecos de Neve com Feltro

Explicação

Os meninos irão fazer uns bonecos de neve, para que estes enfeitem também a árvore da escola.
Recursos
Recursos Humanos
Educadora
Auxiliar
Estagiária
Crianças
Recursos Materiais
Feltro branco, preto e laranja
Algodão
Tesoura
Agulha sem bico
Linha grossa
Cola
Caneta de feltro preta
Bola de ping-pong branca
Objectivos
Objectivo Geral
Apurar o domínio da expressão plástica
Objectivos Específicos
Aprender as funções de uma agulha
Fomentar a motricidade fina
Manusear materiais muito pequenos
Estimular a imaginação e criatividade
Associar as letras do alfabeto ao nome próprio
Estratégia
Mostrar um boneco de neve já feito pelas pessoas adultas da sala
Apoiar a criança sempre que esta necessite
Assinar o nome de cada criança na barriga do boneco, para que os meninos sintam que fizeram algo de importante
Desenvolvimento
A educadora logo de manhã, explica aos meninos o que todos irão fazer. Mais uma vez, os trabalhos escolares andam à volta dos enfeites da árvore de natal da escola. Desta vez, os enfeites são uns bonequinhos de neve feitos de feltro que cada criança irá fazer. Uma das pessoas adultas da sala irá explicar aos meninos as várias etapas para fazerem o boneco de neve, ajudando os diferentes meninos sempre que estes necessitam de apoio.

21 dezembro 2007

Actividade 1 - Modelar com Massa de Sal

Esta actividade surge no âmbito do Natal, mas pensando sempre que esta quadra já havia sido abordada na sala de jardim de infância. É importante que a criança esteja familiarizada com o tema base de todas as actividades, de forma a compreender o sentido de todas as actividades propostas pela educadora. Esta actividade deve então ser proposta após a educadora já ter falado com os seus meninos sobre esta época festiva, podendo até já ter desenvolvido outras actividades mais típicas desta quadra, como por exemplo, escrever uma carta ao Pai Natal.

Actividade

Modelagem

Explicação
Os meninos modelarão massa de sal com a intenção de fazerem motivos relacionados com o Natal, para posteriormente pendurarem na árvore de Natal da escola.
Recursos
Recursos Humanos
Educadora

Auxiliar

Estagiária

Crianças

Cozinheira
Recursos Materiais
Farinha

Água

Copo
Tabuleiro

Sal

Alguidar

Colher de Pau

Formas

Rolo de cozinha
Objectivos

Objectivo Geral

Permitir o contacto com novos materiais
Objectivos específicos
Provar novos sabores
Estimular a criatividade

Desenvolver a preensão e força das mão e pulsos

Apurar a motricidade fina

Desenvolver o sentido do tacto
Estratégias

Permitir que as crianças provem os diferentes ingredientes
Deixar que as crianças explorem livremente a massa de sal
Falar com os meninos sobre as formas que se estão a modelar
Desenvolvimento

A educadora deverá explicar aos meninos o que irão fazer, e deverá deixá-los misturar os ingredientes necessários à confecção da massa de sal. Caso eles queiram a educadora deverá deixá-los provar os diferentes ingredientes, e também a própria massa após estar feita. Como não é utilizado qualquer produto químico, não prejudicará em nada a saúde dos meninos. Os meninos não devem ser obrigados a fazer só formas natalícias, devem sim fazer formas livres, que depois de pintadas ornamentarão de igual maneira a árvore de Natal da escola. No entanto existirão formas plásticas para os meninos que queiram utilizar, tendo estas, o formato de estrelas, sinos, árvore de natal, coroa natalícia, etc. Após a modelagem da massa de sal, todos de forma organizada colocarão as figuras que modelaram dentro de um ou dois tabuleiros. Será uma dos adultos da sala, quem irá levar o tabuleiro à cozinha, para que estas formas cozam no forno.

Receita da Massa de Sal

Ingredientes
1º – Dois copos de farinha
2º – Um copo de sal
3º – Um copo de água
Como Fazer:
Deita-se a farinha e o sal num alguidar e mistura-se bem com a ajuda de uma colher de pau, acrescentando a água pouco a pouco. A massa tem de ficar homogénea, ou seja, se ficar demasiado pegajosa, coloca-se um pouco mais de farinha. Se ao contrário, a massa ficar muito seca, junta-se um pouco de água. Quando a massa estiver com a consistência certa para ser modelada, irá colocar-se a massa sobre uma superfície plana e limpa. Convém polvilhar a superfície com farinha, para que a massa não pegue. A massa de sal está pronta para ser trabalhada de forma a realizar as mais variadas imagens.

20 dezembro 2007

O Natal e suas Simbologias

O Vermelho e Branco
A vestimenta vermelha e branca que todos reconhecem como sendo a farda do Pai Natal, tem por base uma história muito curiosa que remonta a 1931. A figura do Pai Natal até 1931, vestia sempre roupas de cores variadas, e um barrete com uma coroa de azevinho. No Inverno de 1931, a Coca-Cola lançou uma campanha que teve como imagem de marca a figura de São Nicolau vestido de vermelho e branco (com luvas, calças e túnica), tendo na cabeça um gorro vermelho debruado a branco, com um pompom na ponta. Como se pode ver, estas duas cores não foram escolhidas ao acaso, são no fundo as cores do produto comercializado. A campanha da Coca-Cola teve um enorme sucesso, que resultou numa imagem de marca que já ninguém consegue dissociar. Isto significa que o Pai Natal actualmente é sempre visto como o velhinho de vermelho e branco, e de preferência com um saco de presentes às costas.
A Árvore de Natal
A tradição da árvore de Natal, consegue ser mais antiga, do que o próprio Natal. Os Romanos enfeitavam árvores em honra de Saturno, que era o Deus da agricultura; os Egípcios, Chineses e hebreus, enfeitavam pinheiros ou cedros com coroas e grinaldas como símbolos de vida eterna. Ao longo de muitos anos, este tipo de árvore era também enfeitada com o intuito de afastar o demónio. O mais importante de se reter, é que todos estes conceitos de “árvore de Natal” tiveram origem pagã, assim como os enfeites que a certa altura se começaram a utilizar. O mais comum dos enfeites era as velas, que com o surgimento da electricidade foram substituídas por luzes eléctricas. A árvore de Natal dos dias de hoje, é oriunda da Alemanha Ocidental e é sempre representada por pinheiros, pois é das poucas árvores que não ficam “descascadas” no Outono e no Inverno. Por outro lado, o que se pretende é uma árvore tipo triângulo, então a solução teria de ser um abeto , que neste caso acabou por ser escolhido o pinheiro. Os enfeites da árvore de Natal têm também origem na Alemanha, sendo estes ornamentos feitos em papel. Em Portugal, até meados dos anos 50, a árvore de Natal era mal vista perante as pessoas, sendo o presépio o único enfeite natalício que se usava até então. Com o evoluir e o passar dos anos, os pinheiros de Natal conquistaram todas as pessoas, e grande maioria das famílias possui um pinheiro (mesmo que este seja artificial) nesta altura festiva.
O Presépio
O presépio simboliza a recriação do nascimento de Jesus. Esta recriação teve origem na Terra Santa, e foi realizada por São Francisco de Assis na sua aldeia, em 1224. São Francisco de Assis “montou” o primeiro presépio, tendo como base, a descrição bíblica do nascimento de Jesus.
As imagens dos animais, as figuras que entram nesta representação, a gruta, os três reis magos, etc. estão descritos na bíblia. Todas estas figuras representativas da natividade, eram esculpidas em madeira e depois pintadas e até ornamentadas.
Após esta exposição feita por São Francisco, os presépios passaram a ser feitos em conventos, por ser de cariz Cristão. No fundo, esta é das poucas tradições Natalícias que tem como base a Cristandade. Rapidamente as Igrejas e locais santos aderiram a este tipo de representações, estando presente nos dias de hoje, em muitas casas do nosso mundo (mais que não seja as três figuras principais – Maria, São José e Jesus). Tornou-se então um costume que se mantém principalmente nos países Europeus.
Os Sinos
Esta tradição deriva do facto dos antigos acreditarem que os ruídos e barulhos estridentes afastavam os espíritos malignos. Nesta altura usavam campainhas e sinos para os afastarem. No entanto, os sinos enquanto ornamento da época natalícia simbolizam a alegria pelo nascimento de Jesus. É comum nos dias de hoje ver sinos desenhados nas janelas de diferentes habitações e até pendurados na árvore de Natal.
Os sinos continuam a ser utilizados nas igrejas para anunciar o início da missa, e nas aldeias ainda se toca o sino sempre que morre um ancião da terra.
As Velas
O surgimento das velas não ocorre por um mero acaso, pois estas significavam para os Romanos, nas suas festas saturnais, um pedido superior para que o sol voltasse a brilhar. A luz das velas era assim a chamada para a luz solar em tempo de Inverno, e para o calor que nessa altura do ano não fazia. No entanto esta tradição em nada se relacionava com o nascimento de Jesus, porém mais uma vez o Cristianismo adoptou este costume e tornou-o sagrado à sua maneira. Desta forma as velas passaram a significar a chamada luz divina para as diferentes casas, o que fazia com que as pessoas acendessem uma ou várias velas e as colocassem em lugar visível para todos (na janela, usualmente).

Ainda assim, havia quem colocasse as velas na árvore de Natal, no entanto os sucessivos desastres de incêndios, levaram a que assim que surgiu a luz eléctrica, estas fossem substituídas rapidamente por iluminação especial para a árvore de Natal.