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30 dezembro 2007

Educar é...

" Educar é como
instalar um motor num barco.
Há que medir, pesar, equilibrar...
e pôr tudo em marcha.
Para isso, cada um de nós tem
que levar na alma
um pouco de marinheiro,
um pouco de pirata,
um pouco de poeta
e um quilo e meio de paciência
concentrada.
Mas é um consolo sonhar
que esse barco-menino,
enquanto nós trabalhamos,
pode ir muito longe, por essas águas fora.
Sonhar que esse navio
levará a nossa carga de palavras
até portos distantes,
até ilhas longíquas.
Sonhar que, quando um dia, por fim,
dormir a nossa própria barca,
em barcos novos seguirá
a nossa bandeira desfraldada."
F. Gainza
In Educadores de infãncia nº 13

01 agosto 2007

Esquema Corporal

Aqui fica um placar possível e fácil de fazer, para a abordagem do Corpo Humano/Esquema Corporal, diferenças e semelhanças entre os géneros. Este placar foi realizado por mim, e as figuras da menina/menino foram recortadas de uma revista direccionada para Educadores de Infância.

O mais importante é a criança participar aquando da montagem deste placar, pois as figuras (menina e menino) são fixadas no quadro através de velcro. Claro que esta actividade de montagem do corpo humano deve ser sempre precedida de uma conversa, e continuada com mais actividades.
Caixa com os diversos membros do corpo humano

Placard "Menino"

Placard "Menina"

Nota:

É importante que desde sempre se eduque para a sexualidade como sendo algo de inato. Mesmo em idade de creche, é importante responder às questões colocadas pelas crianças. Sempre que se inicia o ciclo de levar as crianças ao bacio, as crianças colocam questões de cariz sexual, e estas devem ser respondidas de forma natural e verdadeira (e no entanto não estão sequer em idade pré escolar). A curiosidade é normal nestas idades, e convém que eles se sintam esclarecidos desde sempre.

No entanto, sempre que se pensa em educação sexual, tem de se ter em conta o nosso próprio corpo, e as relações que estabelecemos com os outros e connosco próprios. Esta perspectiva alargada da educação sexual faz com que se perceba o quanto importante é esta temática na vida das crianças, pois só conhecendo e aceitando o nosso corpo é que podemos promover aspectos como a auto-estima e a capacidade de decisão e afirmação pessoal, aspectos estes que contribuem para o desenvolvimento integral e harmonioso da criança. A criança deve reconhecer-se como parte integrante de um género sexual, aceitando as diferenças e semelhanças entre o seu corpo e o dos seus amigos.

23 julho 2007

O Início da Educação de Infância como Parte do Sistema Educativo

Aqui fica de forma resumida como começaram a haver instituições pré-escolares
A criação de Instituições de acolhimento de crianças, acentuou-se com o início da revolução industrial, em consequência da enorme mobilização de mão-de-obra feminina que esta implicou. Então foi por esta altura que se começou a pensar na maneira mais fácil de se encontrar um lugar para deixar as crianças ao longo do dia.

Foram assim criadas as primeiras instituições para as crianças mais pequenas. É preciso salientar que estas instituições tinham como finalidade principal assegurar a guarda das crianças das famílias mais pobres; Este facto deveu-se à premente necessidade de colmatar as necessidades sociais e económicas mais urgentes.
Só mais tarde começou a ser explorado o potencial educativo e pedagógico deste novo ambiente criado para as crianças. Esta evolução surgiu especialmente devido ao início do estudo da Psicologia do Desenvolvimento que veio dizer, o quanto importante seria para o futuro das crianças a função educativa destes locais (jardins de infância). Mesmo assim Portugal não foi nem de perto, nem de longe, o país que mais rapidamente criou este tipo de instituições.
As primeiras instituições a aparecer no nosso país, com a finalidade de ajudar pobres e oprimidos, foram em 1458, com a criação das “Misericórdias” pela rainha D. Leonor. Foi por esta altura que se começou então a falar em assistência social. As primeiras instituições educativas, implantadas no nosso país, já com a intenção de contribuir para o desenvolvimento psicológica das crianças, apareceram em 1834. Estas instituições estavam integradas na “Sociedade das Casas da Infância Desvalida” (SCAID), tendo sido criadas sob protecção do rei D.Pedro. Entre 1834 e 1879, foram então criadas doze casas pertencentes a esta “Sociedade”.
Só a partir do ano de 1878, é que foi regulamentado o facto das crianças com idade inferior à idade escolar, terem também o direito a frequentar este tipo de instituições. Ficou então definido, que as crianças dos 3 aos 6 anos, poderiam entrar para esta “Sociedade”.
Com o constante desenvolvimento da sociedade Portuguesa, foi criado em Lisboa um jardim-de-infância público no ano de 1882. Cada vez mais se acreditava que estes locais seriam imprescindíveis na educação das crianças. É então determinada a obrigatoriedade das fábricas, de criarem instituições educativas para os filhos dos funcionários (1891).
A 5 de Outubro de 1910, foi implantada a República, passando a educação a ser considerada como uma mais valia para o futuro do país. Houve desde então uma valorização do desenvolvimento sócio-cultural, considerando-se que o grande responsável e impulsionador deste desenvolvimento, é sem dúvida a educação.