30 dezembro 2007

Educar é...

" Educar é como
instalar um motor num barco.
Há que medir, pesar, equilibrar...
e pôr tudo em marcha.
Para isso, cada um de nós tem
que levar na alma
um pouco de marinheiro,
um pouco de pirata,
um pouco de poeta
e um quilo e meio de paciência
concentrada.
Mas é um consolo sonhar
que esse barco-menino,
enquanto nós trabalhamos,
pode ir muito longe, por essas águas fora.
Sonhar que esse navio
levará a nossa carga de palavras
até portos distantes,
até ilhas longíquas.
Sonhar que, quando um dia, por fim,
dormir a nossa própria barca,
em barcos novos seguirá
a nossa bandeira desfraldada."
F. Gainza
In Educadores de infãncia nº 13

26 dezembro 2007

Actividade 3 - Construção de Bolas de Natal

Embora o Natal já tenha passado, aqui estou eu a postar uma 3ª actividade relacionada com esta época festiva...desculpem o atraso...
Construção das bolas de natal para enfeitar a árvore
Explicação
Esta actividade consiste em realizar com papeis as típicas bolas coloridas que enfeitam as árvores de Natal.
Recursos

Recursos Humanos
Educadora
Auxiliar
Crianças
Estagiária
Recursos Materiais
Papel crepe de várias cores
Clipes
Papel celofane de cores variadas
Cordel para atar
Objectivos

Objectivo Geral

Compreender que com simples materiais escolares, se pode fazer as bolas para enfeitar a árvore de Natal
Objectivos Específicos

Levar a criança a sentir curiosidade por todos os materiais que a rodeiam
Promover a preensão e força das mãos
Estimular a participação na elaboração dos objectos que posteriormente verão a enfeitar a árvore da escola
Desenvolver o sentido do tacto
Conhecer as cores primárias
Perceber que de diferentes misturas de cores, se obtém diferentes resultados
Estratégias

Explicar que actividade é que se vai realizar
Deixar as crianças sentirem as diferentes texturas dos materiais
Incentivar os meninos a realizarem várias bolas de diferentes tamanhos e cores
Desenvolvimento
A educadora irá propor aos meninos a realização das típicas bolinhas da árvore de Natal. Para isto, mostrará os diferentes materiais que irão utilizar, explicando ainda que é desnecessário comprar este tipo de enfeites, pois consegue-se fazer coisas lindas com materiais simples.
Estas bolinhas fazem-se da seguinte forma:

- Amachuca-se papel crepe (o suficiente para caber na mão de uma criança) em forma de bola
- Cobre-se a bolinha de papel crepe com papel celofane
- Coloca-se um clipe (já aberto por uma das pessoas adultas da sala) com a ajuda de uma pessoa adulta, no terminal do papel celofane
- Ata-se a “cabeça das bolinhas com cordel
Estes enfeites ficam realmente muito bonitos, podendo as cores variar o máximo possível. Se se puser celofane vermelho a forrar papel crepe de cor creme, obtém-se uma cor diferente do que se obteria caso o papel crepe fosse verde. Isto permite trabalhar o conceito de cor e de mistura de cores, inclusivamente explicar as cores primárias.

23 dezembro 2007

Actividade 2 - Realização de Bonecos de Neve com Feltro

Explicação

Os meninos irão fazer uns bonecos de neve, para que estes enfeitem também a árvore da escola.
Recursos
Recursos Humanos
Educadora
Auxiliar
Estagiária
Crianças
Recursos Materiais
Feltro branco, preto e laranja
Algodão
Tesoura
Agulha sem bico
Linha grossa
Cola
Caneta de feltro preta
Bola de ping-pong branca
Objectivos
Objectivo Geral
Apurar o domínio da expressão plástica
Objectivos Específicos
Aprender as funções de uma agulha
Fomentar a motricidade fina
Manusear materiais muito pequenos
Estimular a imaginação e criatividade
Associar as letras do alfabeto ao nome próprio
Estratégia
Mostrar um boneco de neve já feito pelas pessoas adultas da sala
Apoiar a criança sempre que esta necessite
Assinar o nome de cada criança na barriga do boneco, para que os meninos sintam que fizeram algo de importante
Desenvolvimento
A educadora logo de manhã, explica aos meninos o que todos irão fazer. Mais uma vez, os trabalhos escolares andam à volta dos enfeites da árvore de natal da escola. Desta vez, os enfeites são uns bonequinhos de neve feitos de feltro que cada criança irá fazer. Uma das pessoas adultas da sala irá explicar aos meninos as várias etapas para fazerem o boneco de neve, ajudando os diferentes meninos sempre que estes necessitam de apoio.

21 dezembro 2007

Actividade 1 - Modelar com Massa de Sal

Esta actividade surge no âmbito do Natal, mas pensando sempre que esta quadra já havia sido abordada na sala de jardim de infância. É importante que a criança esteja familiarizada com o tema base de todas as actividades, de forma a compreender o sentido de todas as actividades propostas pela educadora. Esta actividade deve então ser proposta após a educadora já ter falado com os seus meninos sobre esta época festiva, podendo até já ter desenvolvido outras actividades mais típicas desta quadra, como por exemplo, escrever uma carta ao Pai Natal.

Actividade

Modelagem

Explicação
Os meninos modelarão massa de sal com a intenção de fazerem motivos relacionados com o Natal, para posteriormente pendurarem na árvore de Natal da escola.
Recursos
Recursos Humanos
Educadora

Auxiliar

Estagiária

Crianças

Cozinheira
Recursos Materiais
Farinha

Água

Copo
Tabuleiro

Sal

Alguidar

Colher de Pau

Formas

Rolo de cozinha
Objectivos

Objectivo Geral

Permitir o contacto com novos materiais
Objectivos específicos
Provar novos sabores
Estimular a criatividade

Desenvolver a preensão e força das mão e pulsos

Apurar a motricidade fina

Desenvolver o sentido do tacto
Estratégias

Permitir que as crianças provem os diferentes ingredientes
Deixar que as crianças explorem livremente a massa de sal
Falar com os meninos sobre as formas que se estão a modelar
Desenvolvimento

A educadora deverá explicar aos meninos o que irão fazer, e deverá deixá-los misturar os ingredientes necessários à confecção da massa de sal. Caso eles queiram a educadora deverá deixá-los provar os diferentes ingredientes, e também a própria massa após estar feita. Como não é utilizado qualquer produto químico, não prejudicará em nada a saúde dos meninos. Os meninos não devem ser obrigados a fazer só formas natalícias, devem sim fazer formas livres, que depois de pintadas ornamentarão de igual maneira a árvore de Natal da escola. No entanto existirão formas plásticas para os meninos que queiram utilizar, tendo estas, o formato de estrelas, sinos, árvore de natal, coroa natalícia, etc. Após a modelagem da massa de sal, todos de forma organizada colocarão as figuras que modelaram dentro de um ou dois tabuleiros. Será uma dos adultos da sala, quem irá levar o tabuleiro à cozinha, para que estas formas cozam no forno.

Receita da Massa de Sal

Ingredientes
1º – Dois copos de farinha
2º – Um copo de sal
3º – Um copo de água
Como Fazer:
Deita-se a farinha e o sal num alguidar e mistura-se bem com a ajuda de uma colher de pau, acrescentando a água pouco a pouco. A massa tem de ficar homogénea, ou seja, se ficar demasiado pegajosa, coloca-se um pouco mais de farinha. Se ao contrário, a massa ficar muito seca, junta-se um pouco de água. Quando a massa estiver com a consistência certa para ser modelada, irá colocar-se a massa sobre uma superfície plana e limpa. Convém polvilhar a superfície com farinha, para que a massa não pegue. A massa de sal está pronta para ser trabalhada de forma a realizar as mais variadas imagens.

20 dezembro 2007

O Natal e suas Simbologias

O Vermelho e Branco
A vestimenta vermelha e branca que todos reconhecem como sendo a farda do Pai Natal, tem por base uma história muito curiosa que remonta a 1931. A figura do Pai Natal até 1931, vestia sempre roupas de cores variadas, e um barrete com uma coroa de azevinho. No Inverno de 1931, a Coca-Cola lançou uma campanha que teve como imagem de marca a figura de São Nicolau vestido de vermelho e branco (com luvas, calças e túnica), tendo na cabeça um gorro vermelho debruado a branco, com um pompom na ponta. Como se pode ver, estas duas cores não foram escolhidas ao acaso, são no fundo as cores do produto comercializado. A campanha da Coca-Cola teve um enorme sucesso, que resultou numa imagem de marca que já ninguém consegue dissociar. Isto significa que o Pai Natal actualmente é sempre visto como o velhinho de vermelho e branco, e de preferência com um saco de presentes às costas.
A Árvore de Natal
A tradição da árvore de Natal, consegue ser mais antiga, do que o próprio Natal. Os Romanos enfeitavam árvores em honra de Saturno, que era o Deus da agricultura; os Egípcios, Chineses e hebreus, enfeitavam pinheiros ou cedros com coroas e grinaldas como símbolos de vida eterna. Ao longo de muitos anos, este tipo de árvore era também enfeitada com o intuito de afastar o demónio. O mais importante de se reter, é que todos estes conceitos de “árvore de Natal” tiveram origem pagã, assim como os enfeites que a certa altura se começaram a utilizar. O mais comum dos enfeites era as velas, que com o surgimento da electricidade foram substituídas por luzes eléctricas. A árvore de Natal dos dias de hoje, é oriunda da Alemanha Ocidental e é sempre representada por pinheiros, pois é das poucas árvores que não ficam “descascadas” no Outono e no Inverno. Por outro lado, o que se pretende é uma árvore tipo triângulo, então a solução teria de ser um abeto , que neste caso acabou por ser escolhido o pinheiro. Os enfeites da árvore de Natal têm também origem na Alemanha, sendo estes ornamentos feitos em papel. Em Portugal, até meados dos anos 50, a árvore de Natal era mal vista perante as pessoas, sendo o presépio o único enfeite natalício que se usava até então. Com o evoluir e o passar dos anos, os pinheiros de Natal conquistaram todas as pessoas, e grande maioria das famílias possui um pinheiro (mesmo que este seja artificial) nesta altura festiva.
O Presépio
O presépio simboliza a recriação do nascimento de Jesus. Esta recriação teve origem na Terra Santa, e foi realizada por São Francisco de Assis na sua aldeia, em 1224. São Francisco de Assis “montou” o primeiro presépio, tendo como base, a descrição bíblica do nascimento de Jesus.
As imagens dos animais, as figuras que entram nesta representação, a gruta, os três reis magos, etc. estão descritos na bíblia. Todas estas figuras representativas da natividade, eram esculpidas em madeira e depois pintadas e até ornamentadas.
Após esta exposição feita por São Francisco, os presépios passaram a ser feitos em conventos, por ser de cariz Cristão. No fundo, esta é das poucas tradições Natalícias que tem como base a Cristandade. Rapidamente as Igrejas e locais santos aderiram a este tipo de representações, estando presente nos dias de hoje, em muitas casas do nosso mundo (mais que não seja as três figuras principais – Maria, São José e Jesus). Tornou-se então um costume que se mantém principalmente nos países Europeus.
Os Sinos
Esta tradição deriva do facto dos antigos acreditarem que os ruídos e barulhos estridentes afastavam os espíritos malignos. Nesta altura usavam campainhas e sinos para os afastarem. No entanto, os sinos enquanto ornamento da época natalícia simbolizam a alegria pelo nascimento de Jesus. É comum nos dias de hoje ver sinos desenhados nas janelas de diferentes habitações e até pendurados na árvore de Natal.
Os sinos continuam a ser utilizados nas igrejas para anunciar o início da missa, e nas aldeias ainda se toca o sino sempre que morre um ancião da terra.
As Velas
O surgimento das velas não ocorre por um mero acaso, pois estas significavam para os Romanos, nas suas festas saturnais, um pedido superior para que o sol voltasse a brilhar. A luz das velas era assim a chamada para a luz solar em tempo de Inverno, e para o calor que nessa altura do ano não fazia. No entanto esta tradição em nada se relacionava com o nascimento de Jesus, porém mais uma vez o Cristianismo adoptou este costume e tornou-o sagrado à sua maneira. Desta forma as velas passaram a significar a chamada luz divina para as diferentes casas, o que fazia com que as pessoas acendessem uma ou várias velas e as colocassem em lugar visível para todos (na janela, usualmente).

Ainda assim, havia quem colocasse as velas na árvore de Natal, no entanto os sucessivos desastres de incêndios, levaram a que assim que surgiu a luz eléctrica, estas fossem substituídas rapidamente por iluminação especial para a árvore de Natal.

18 dezembro 2007

Natal: Significado e Importância para as Crianças

O Natal representa acima de tudo a comemoração do nascimento do menino Jesus, mesmo para quem é de outra religião ou até ateu. Mesmo que o Natal não tenha contornos religiosos, todos sabem o que está subjacente a esta época festiva. Os dias que antecedem a esta festa tão bonita, são sempre de grande confraternização e de reunião de meios económicos para ajudar os mais pobres e oprimidos. O mais triste desta quadra é o facto das pessoas só se lembrarem dos outros por esta altura. Problemas existem ao longo de todo o ano, e não apenas no mês de Dezembro.

Outra das características desta quadra, é o elevado consumo que se dá em todas as zonas comerciais. Cada vez mais as pessoas vivem de aparências e de compras exacerbadas, que na maioria dos casos ultrapassam o orçamento que cada família deveria gastar. No entanto é preciso salientar que no mundo das crianças o Natal tem particular relevo e importância. Todos os meninos esperam ansiosamente pela noite em que recebem as prendinhas de Natal. Nas famílias mais tradicionalistas, é o “Pai Natal” quem as entrega
São Nicolau
São Nicolau foi um bondoso bispo de Mira, que nasceu em 301 D.C., no Sudoeste da Ásia Menor, onde hoje se situa a Turquia. A sua fama espalhou-se pelo mundo inteiro, no entanto é a Holanda o país que mais o festeja, pois há quem diga que foram os Holandeses que trouxeram as primeiras notícias deste bom homem para o norte da Europa. Nos Estados Unidos da América, o seu nome foi abreviado para Santa Claus (Santos Nicholaus).

Sem dúvida alguma que a bondade de S. Nicolau se tornou lendária, pois este tinha por hábito visitar as aldeias por onde ia passando, deixando brinquedos às crianças. Para além disto este bispo matou a fome a muita gente.

Filho de Epifânio e Joana, o seu nome não foi escolhido ao acaso, pois “Nicolau” foi o nome que lhe deram por significar “pessoa virtuosa”. Os seus pais eram Cristãos, e acreditavam que o nome teria influência na personalidade do seu filho, por isso lhe deram o nome que representava o virtuoso, pessoa que só faria bem ao mundo. Os pais de Nicolau eram bastante abastados, não tendo quaisquer necessidades económicas.
A lenda de S. Nicolau está envolta em algumas simbologias, sendo uma das mais importantes, a lenda das bolas de ouro. Esta lenda conta que Nicolau ainda jovem, decidiu dar três sacos de ouro a três filhas de um velho pobre, para evitar que estas fossem para a prostituição. Ele ofereceu então os três sacos em três alturas diferentes: sempre que as raparigas atingiam a idade de casar, Nicolau colocava o saco de ouro dentro da casa delas através da chaminé. Os pais de Nicolau morreram, ainda este não era adulto. Então Nicolau decidiu, por conselho de um tio, visitar a Terra Santa. Rumou à Palestina e depois ao Egipto, no entanto nem tudo correu bem nesta viagem. Ao longo do percurso ocorreu uma enorme tempestade, que poderia ter levado à morte de muitas pessoas, no entanto tudo acalmou quando Nicolau começou a rezar. Daí em diante Nicolau ficou conhecido por salvar marinheiros e pescadores vítimas de tempestade.
Após o regresso da viagem, Nicolau decidiu doar toda a sua fortuna aos pobres, passando ele a viver na pobreza. Nicolau começou então a dedicar a sua vida cada vez mais a Deus, e a toda a igreja Católica. Foi então que se tornou bispo de Mira, que embora não fosse a sua aldeia Natal, era a aldeia aonde Nicolau tinha decidido viver no mundo da pobreza. Já depois de ter sido indicado bispo, S. Nicolau continuou a distribuir presentes pelas crianças, levando esta sua devoção aos mais novos, à abertura de um orfanato. São Nicolau faleceu a 6 de Dezembro de 342, passando este dia durante muito tempo a ser festejado por todo o mundo. Todas as pessoas o passaram a associar à doação de presentes, o que levou a que a entrega de presentes anual fosse comemorada no dia 6 de Dezembro. No entanto, esta tradição dilui-se com a ideia do menino Jesus e sua respectiva entrega de presentes a dia 25 de Dezembro. O Papa Paulo VI, devido à pouca documentação relativa ao São Nicolau ordenou que a festa alusiva a ele, fosse retirada do calendário oficial Católico Romano.
Embora nos dias de hoje não festeje o dia de S. Nicolau, a verdade é que o “Pai Natal” representa a versão moderna deste homem que tão bem fez em seu redor. O pai Natal mais não é do que uma figura que entrega prendas a todas as crianças do mundo, não fosse ele uma recriação de São Nicolau.
Pai Natal
A figura de São Nicolau foi usada para representar o Pai Natal dos nossos dias. Este “boneco” é associado à ideia de um homem de idade avançada, com barbas grandes e brancas, muito barrigudo, de faces rosadas e sempre vestido com uma fato vermelho e branco. Este simpático senhor, tal como S. Nicolau, distribui por todas as crianças do mundo os mais variados brinquedos, sem olhar a etnias e a questões económico-sociais. É sem dúvida encarado como sendo imparcial e justo. No fundo a única condição que impõe aos meninos para que estes recebam prendinhas, é o bom comportamento ao longo de todo o ano, ou pelo menos é esta a versão que a maioria dos papás conta aos filhotes. O Pai Natal está espalhado por todo o mundo, assumindo vários nomes, dependendo do país e até da cultura em questão. Esta personagem que encanta crianças de todo o planeta, é sempre encarada como um homem bem disposto, generoso e bonacheirão. Actualmente ninguém sabe ao certo aonde é que mora o Pai Natal, mas a maioria das versões aponta para a Lapónia, na Finlândia. Mas há também quem aponte o Pólo Norte como sendo a verdadeira morada deste velhinho de barbas brancas.
A maioria das crianças tentam de alguma forma entregar uma carta ao Pai Natal, onde expressam os seus desejos face às prendas que querem receber.
Alguns meninos entregam a cartinha dos pedidos natalícios a um Pai Natal que encontram na rua; outras pedem às mães para enviarem por correio, e outras ainda dizem que irão enviar o pedido de presentes por e-mail. O mais engraçado é que o Pai Natal adivinha quase sempre o que os meninos querem, mesmo que estes não lhe transmitam o que desejam receber. Numa última hipótese os meninos deixam a cartinha junto à chaminé da sua casa, para que o “velhinho” a leia.
O mais curioso, é que o Pai Natal está envolto num mundo de magia, ou seja as suas renas voam mesmo sem terem asas, e os seus duendes são sem dúvida os seus grandes ajudantes.
Reunidas estas condições, o Pai Natal sabe onde mora cada criança, sabendo então o comportamento que esta teve ao longo do ano. No entanto, este velhinho bonacheirão tem de usar a sua magia para numa única noite conseguir distribuir os brinquedos desejados, por todas as chaminés deste mundo.
Para além das renas voarem, também o seu trenó é mágico, deixando as crianças maravilhadas e concentradas no mundo da fantasia.

14 dezembro 2007

Cachorros Shar Peis

Esta postagem é diferente de todas as que fiz até aqui! Pois é...vou colocar umas fotos dos meus rebentos caninos. São da Raça Shar Pei, filhos de uma cadela magnífica chamada Ruga e do meu Ígor que já é campeão de Portugal. Vejam e digam lá se não são uma ternura!
Cada "bebé" está à venda por 650 euros, e nem vale a pena dizer que têm Pedigree...pois está claro que têm!!!!
Digam lá que não são lindos de morrer!!!!

Olhem só para o tamanho que eles têm!!!

08 dezembro 2007

Olá a Todos

Olá! Estou em falta com todos aqueles que têm seguido o meu blog, pois nunca mais fiz nenhuma postagem. A verdade é que não tenho tido muito tempo livre, para não dizer que não me sobra tempo algum! Iniciei a tese de mestrado... muito trabalho, muita tempo dedicado à investigação. Prometo postar sempre que possa, até porque pretendo postar actividades sobre o Natal, visto estar aí à porta. Obrigado por tudo e até breve.

31 outubro 2007

Actividade 7 - O Cenário da Peça Teatral sobre o Haloween

Esta actividade é como que uma reflexão de tudo o que vai ser necessário para a Dramatização. Assim, a auxiliar de educação, os pais dos meninos, as crianças e a educadora, irão reunir os recursos materiais necessários para construírem e montarem o cenário. Os papás que queiram podem permanecer na Instituição durante a parte da manhã, para ajudarem na elaboração dos apetrechos necessários para compor um cenário que se relacione com o Haloween. Por outro lado darão apoio aos filhotes que fazem então os últimos ensaios. Este cenário que iremos preparar, mais não é do que a base da Dramatização. Uma das decorações que se pode prepar para esta manhã, é o enfeite do tecto da sala aonde vai decorrer a Dramatização (apenas a parte superior do local aonde vai decorrer a Dramatização). O Tecto irá ficar com aspecto de que está coberto de Teias de Aranha. Assim, e com o uso de lã branca, eu explicarei aos meninos que iremos todos cortar a lã em pedaços de tamanho médio. Após ter-mos toda a lã cortada, os meninos irão desfiar a lã o máximo que conseguirem. É preciso não esquecer que a Educadora tem que demonstrar como se faz tal tarefa, e sempre que solicitada deverá apoiar os seus meninos. Entretanto a educadora e a auxiliar com o apoio dos pais, irão pendurar a lã no tecto (com pedaços pequenos de fita-cola). Antes da peça começar borrifa-se a lã pendurada com água, dando a sensação de teias de aranha.
Este cenário fica mesmo muito bonito e original. Experimentem!!

30 outubro 2007

Actividade 6 – Preparação das Fardas e Máscaras do Haloween para usar na Peça Teatral

A preparação de máscaras ou fardas para vestir, é sempre uma situação de festa para as crianças. A grande maioria dos meninos adora mascarar-se e poder encarnar alguém que na realidade não é. É importante salientar que para esta actividade, os meninos podem já ter sido medidos anteriormente pela costureira da instituição. Para esta actividade eu considerei viável a realização de 4 máscaras diferentes: Bruxa, Múmia, Monstro e Cabeça de Abóbora. A distribuição dos meninos pelas diferentes fardas será feita de acordo com o número de crianças existentes no grupo.
Após uma breve conversa com o grupo de crianças, diz-se quais as fardas possíveis de serem realizadas. Esta actividade conta com a participação dos pais que queiram estar presentes para ajudar e para dar ideias para ornamentar as vestimentas dos meninos. Por considerar viável e bastante prático, irei vestir os meninos de forma simples e engraçada, e sem que seja preciso dispender de elevados custos económicos.
As Bruxas:
Desta forma as/os bruxinhas/os, serão vestidos com uma batina preta previamente cedida pela secção de costura do jardim-de-infância, e o cabelo estará no dia da dramatização, todo desgrenhado e empastado.
As bruxinhas entrarão em palco sempre com uma vassoura na mão, pois tal como reza a historia, as vassouras são o meio de transporte que elas usam apara voar.
As Múmias:
As múmias serão feitas com base em rolos de papel higiénico. Assim no dia da Dramatização, estas crianças serão enroladas em papel higiénico, de forma a lembrar uma verdadeira múmia. Na cara das crianças serão postas uns pensos rápidos em forma de cruz, e na cabeça levarão um gorro branco.
Os Monstros:
Algumas crianças farão de monstro no dia 31 de Outubro. Estas crianças levarão uma batina (tipo lençol) castanha (também cedida pela secção de costura da escola) e na cara uma mascara muita feia, de dar arrepios de medo… Esta será uma das actividades que se pode fazer nesta manhã (antes de decidir quem é quem).
As Cabeças de Abóbora:
Esta farda terá como base uma batina cor de laranja até aos pés, e na cara uma mascara com o desenho de uma abóbora. Estas máscaras serão realizadas na sala de aula.
A Realização das Máscaras
Como já pudemos constatar, quer as bruxas, quer as múmias não requerem de trabalho, ao nível de sala de aula, para realizar máscaras. Assim serão necessárias apenas as máscaras de monstro e as máscaras de Cabeça de Abóbora. Então estas máscaras serão realizadas na manhã do 6º dia de trabalhos sobre o Haloween, após a conversa em que se explica o que é pretendido na Dramatização. A educadora, já terá arranjado previamente o desenho das mascaras, e o que será pedido aos meninos, é o enfeite das diferentes máscaras, ou seja a composição que cada uma vai ter no seu interior. Todos os meninos darão diferentes sugestões para realizar as máscaras, e só depois é que se decide quem interpreta cada personagem. Caso não se chegue a um consenso, a educadora deverá fazer um sorteio para decidir a personagem que cada criança irá representar. Caso haja tempo, ainda na parte da manhã a educadora deverá descrever o que cada personagem vai fazer no dia da Dramatização. Por ser tão acessível, os ensaios não terão de ser feitos exaustivamente, nem nada que se pareça. Os ensaios deverão e serão breves e fáceis. Sem duvida que as dramatizações, pela sua natureza multidisciplinar, constituem um dos melhores recursos globalizantes para o desenvolvimento das crianças.

29 outubro 2007

Actividade 5 – Colagens

Esta actividade é simples, mas os mais novos adoram-na. Assim, após a pesquisa de imagens que haviam feito na actividade anterior, as crianças terão que colar as imagens que seleccionaram e recortaram no 4º dia de actividades do Haloween. Estas imagens irão ser coladas de forma aleatória (consoante o gosto de cada menino) num grande cartaz que posteriormente é colocado na parede da sala de aula. A Educadora já deverá ter escrito o termo “HALOWEEN” com uma letra gorda, grande e de fácil leitura (para os adultos, claro!). Ficaria mais ou menos como a imagem que se segue, só que em dimensões muito maiores e consequentemente mais gorduchas.

Após o término das colagens das imagens que recortaram anteriormente, a educadora pode pedir aos meninos que rasguem com as mãos pequenos pedaços de papel de lustro de cores diversas. Caso verifique que os pedacinhos ainda são muito grandes, pode-se dizer aos meninos para os rasgarem ainda ao meio. Convém realmente serem pedaços pequeninos (mas não minúsculos!), pois desta forma dará um trabalho muito mais interessante.

Posteriormente, e de forma organizada cada menino irá preencher uma parte de uma letra do titulo do cartaz, colando os pedacinhos do papel de lustro rasgado. Assim esta actividade funciona como sendo um mosaico, que eles irão preencher o mais cuidadosamente possível, para não passarem os limites impostos pelo suporte escrito que eu desenhei. Cada criança irá deixar o menor espaço possível entre os diferentes papelinhos colados, pois com toda a certeza dará um trabalho mais bonito e revelador de uma grande dedicação.

Como é fácil perceber, esta actividade exige o apoio constante da educadora, porque apela muito a colagens pequenas, que para alguns meninos quase são consideradas como sendo minuciosas. Este cartaz com imagens do Haloween ficará exposto na sala até ao final desta época festiva, sendo depois guardado para posteriormente ser aproveitado para actividades de reciclagem de papel.

26 outubro 2007

Actividade 4 - Histórias e Recortes sobre o Haloween

Para esta actividade, a educadora deve fazer atempadamente uma pesquisa de histórias que se possam relacionar com o tema a que estamos subjugados. Após terminar de contar a/as historia/as, deve-se conversar com as crianças, para ter o feedback necessário que permita à educadora perceber se estão ou não a gostar do tema que estamos a “estudar”. De seguida a educadora deve pedir-lhes para eles explorarem revistas de forma a encontrar imagens que se relacionem com o Haloween. Estas imagens tanto podem ser monstros, como aranhas, como bruxas ou até morcegos. Fica ao critério de cada criança, fazer com que uma imagem possa se relacionar directa ou indirectamente com o tema, sem ser preciso ser explícita essa mesma relação. A criança recortará as imagens que pretenda, sempre sob o olhar atento da educadora e da auxiliar. Após a fase dos recortes, a criança explicará a todos porque é que acha que a imagem que recortou está relacionada com esta época festiva. Cabe a nós Educadoras, estar aptas a aceitar as diferentes opiniões das crianças, e as diferentes maneiras de encarar a questão base – O Haloween.
Os objectivos desta actividade são:
Desenvolver a capacidade de concentração por audição
Capacidade de Decisão (quando escolhe as imagens para recortar) e de fundamentação
Coordenação da Motricidade Fina
____________
Nota: Esta actividade serve de base à actividade que se fará no dia seguinte. Irei postá-la assim que puder.

24 outubro 2007

Actividade 3 - Realização de uma Torta de Haloween

Antes de mais é necessário salientar que esta actividade poderá (e deverá!) será realizada com o contributo que cada família der para a realização desta torta. Quando esta estiver confeccionada, a família deverá receber um convite do Jardim-de-Infância no sentido de irem "provar" a torta que os seus filhos fizeram.
Assim, e após a reunião de todos os elementos necessários a esta confecção, a Educadora deve passar a ler a receita em alto para os meninos ouvirem e perceberem como se irá fazer a torta. Posteriormenete, chama-se um por um para misturar o ingrediente que trouxe de casa. A ordem que cada criança mexerá a massa da torta, fica então sujeita ao momento em que o seu ingrediente é introduzido. De seguida irei apresentar a receita, e posteriormente a forma como os ingredientes foram distribuídos pelos meninos.
Torta de Haloween
Com Molho de “Sangue”
44 Colheres de bolacha Maria raladas (são raladas na cozinha da escola, ficando apenas meia dúzia para os meninos ralarem devagar, e com a ajuda da Educadora)
4 Colheres de Açúcar
3 Colheres de Manteiga ou Margarina derretida
1 Colher de sobremesa de Fermento
2 Pacotes de Queijo cremoso – “tipo Philadelphia”
1 Lata de Leite Condensado
4 Ovos
4 Colheres de sobremesa de Sumo de Limão
Para o Molho de “Sangue”:
Geleia de Morango q.b.
Material Necessário para realizar esta torta:
2 Tigelas
1 Ralador
1 Forma
Papel Vegetal
Batedeira

Modo de Preparação:
Esta Torta é uma delícia e muito fácil de preparar. A Educadora deve ir à cozinha antes de começar a confecção da torta para pedir para porem o forno a aquecer em temperatura media. Numa tigela mistura-se a bolacha ralada, o açúcar e a manteiga. Com a mão ( lavada! ) cada criança terá oportunidade de amassar este conteúdo. Reserva-se. Numa outra tigela a educadora bate os dois queijos até ficarem bem cremosos. Mistura-se aos poucos ( sob observação dos meninos , havendo sempre um deles a mexer devagarinho – neste caso será o menino que trouxe o leite condensado ) o leite condensado, até ficar bem misturadinho. Junta-se os ovos e o sumo de limão e bate-se tudo. Para isto a educadora necessita de uma criança para forrar a forma e barrar o seu interior. Então por sorteio, por exemplo, poderá ser escolhida uma criança que será encarregue de tal actividade, sempre sob o olhar atento da Educadora e da auxiliar de educação (pode também ser uma criança que tenha participado de forma menos activa na confecção da torta). Coloca-se então dentro da forma este ultimo preparado com o primeiro que havíamos reservado. Leva-se ao forno por 55 minutos, até estar bem cozidinha. Depois de fria cobre-se com muito “sangue” de morango.

Nenhum Vampirinho vai resistir!!!

Nota: Devido a levar queijo, convém que esta torta esteja sempre em ambiente frio, pode ser até no frigorifico.
Forma de Distribuição dos Ingredientes
Pelas Diferentes Crianças

_________________
Nota.: Esta distribuição que coloquei na tabela, foi realizada a partir de um grupo com 15 crianças.
_________________

Os Objectivos desta actividade são:
Exploração e conversa sobre o olfacto
Proporcionar uma tarde diferente e divertida ao grupo, visto os familiares irem lanchar connosco.
Exploração do Tacto
Compreensão da relação da torta com o Haloween
Promover a noção de número e quantidade

22 outubro 2007

Actividade 2 – Construção de uma Lanterna com uma Abóbora

Esta actividade será sem duvida alguma a primeira actividade prática que as crianças irão realizar. Logo pela manhã, a educadora (que já havia falado com a cozinheira), terá na sua sala uma abóbora redondinha e que seja mais ou menos direita (isto leva a que esta actividade tenha o apoio de diferentes funcionários da instituição). Depois de falar com os meninos cerca de 10 minutos para explicar o que se irá fazer de seguida, há que começar a trabalhar. O corte “tipo tampa” no cimo da abóbora, é feito pela educadora (com a ajuda da auxiliar) na frente dos meninos, devido à necessidade de se utilizar uma faca, logo seria muito perigoso deixar os meninos fazer este corte em formato de tampa. Nestas idades qualquer objecto cortante pode ser um perigo, quanto mais uma faca que para o efeito pretendido terá que cortar bem. Antes de todo o grupo começar a descascar o interior da abóbora, a educadora deve dar 3 directrizes para organizar o grupo:
1. Por se tratar de uma tarefa com um material (abóbora) que em principio lhes é completamente novo (este tipo de actividade), irei comunicar a divisão do grupo, para que a aprendizagem da actividade seja feita em grupos pequenos, pois com toda a certeza que o impacto e a participação de cada criança será maior.
2. De acordo com o número de crianças em cada sala, deverá dividir-se a turma 4 ou 5 grupos, retirando a ordem pela qual os grupos irão descascar a abóbora, sob a supervisão da educadora.
3. Os meninos que assim quiserem põem umas luvas nas mãos, e os que não quiserem tocar sequer com as mãos no interior da abóbora, irão fazê-lo com uma espátula de madeira.
Após a abóbora estar completamente vazia, a educadora fará com uma faca, sozinha, os orifícios dos olhos, nariz e boca. Ao mesmo tempo explica todos os passos aos seus meninos. A abóbora está pronta! Após deixar o interior da abóbora secar durante 1 dia, pode-se colocar velinhas a arder no seu interior, e verificar o quanto bonita ficou. Os objectivos principais que esta actividade pretende alcançar, são:
Interacção grupo/educadora
Respeito pelo trabalho dos colegas e pelo tempo que estes demoram a descascar a abóbora ( 5 ou 6 minutos a cada grupo, e caso seja necessário recomeça-se novamente do 1º grupo )
Capacidade de Observação e de Atenção
Conhecimento de novos materiais, que proporcionem uma actividade pedagógica interessante e motivadora.

21 outubro 2007

100 Postagens! Brutal!!!

Esta é a minha postagem número 100, e se cheguei até aqui devo a todos vocês. Beijinho e bem-haja a todos.
Aqui fica a foto de duas postagens que fiz sobre o Diferenças...marcou-me muito ter conhecido esta associação...estas crianças são muito especiais!

20 outubro 2007

Actividade 1 – Contextualização do Haloween

Esta deverá ser a primeira actividade relacionada com o haloween, para que a criança fique a perceber de onde vem esta tradição. A educadora deve planificar as actividades que pretende fazer com os seus meninos neste âmbito, e começar atempadamente esta abordagem, de forma a se ter concluído todos os objectivos desejáveis no próprio “Dia das Bruxas”.
Em primeiro lugar, convém saber se os meninos já ouviram falar do dia das bruxas / Haloween, e explicar-lhes o que significa tais expressões. Após ter feito uma breve contextualização do tema, explica-se de onde deriva esta tradição secular. Como esta actividade é para meninos de 4/5 anos, torna-se mais fácil para eles perceberem um tema se virem algo de concreto. Pode-se então utilizar imagens relacionadas com este tema (cabe à educadora esta pesquisa).

Considero esta introdução ao tema do Haloween fundamental, pois a criança só trabalhará os conceitos fundamentais que este tema alberga, caso possua um conhecimento mínimo sobre a base da questão. Só desta forma e a partir deste primeiro contacto com esta tradição, é que este Projecto consegue ter “pernas” para andar.
Após esta contextualização, deve-se incentivar o grupo de meninos a exporem as suas dúvidas, pois sei que para a maioria deles, será com toda a certeza um tema novo na sua vida. Os objectivos específicos que se pretende atingir com este diálogo, podem ser imensos, e variam de acordo com a educadora e com o grupo de crianças. Para mim, os objectivos foram os seguintes:
Ficarem a conhecer a tradição do Haloween e sua importância no mundo.
Fomentar o seu pensamento crítico aquando das suas dúvidas sobre o tema do Haloween
Liberdade de Expressão, deixando a curiosidade natural da criança vir ao de cima. (Com toda a certeza, eu darei aos meninos a liberdade para que exponham dúvidas relacionadas com o tema, ou mesmo as vivências que já tiveram. Muitas vezes os meninos comparam coisas, que para nós em nada se relacionam, com algo que já passaram na comunidade a que pertencem. Temos de sabê-los ouvir com atenção. Todos os comentários podem ser um desabafo).
Ampliar o vocabulário da criança
Domínio da linguagem Oral
Interacção grupo/educadora

17 outubro 2007

Curiosidades do Haloween

O Dia 31 de Outubro
A escolha desta data para festejar o Haloween, não surgiu do acaso. Há cerca de dois mil anos, os Celtas habitavam a Irlanda, França, Inglaterra e também a Península Ibérica. Nesta altura o Ano Novo era festejado a 1 de Novembro, época em que chegava também o frio. Isto significa que os Celtas não só festejavam o fim do Verão, o início do Ano Novo, mas também as fartas colheitas desse ano. No entanto, e talvez devido ao elevado índice de mortes que acontecia nesta altura do ano (derivado muitas vezes ao próprio clima), os Celtas sentiram necessidade de estabelecer um dia em que houvesse uma passagem entre a vida e a morte. Ficou o dia 31 de Outubro a ser conhecido como o “Dia das Almas”, ou o “Dia de Samhain”. Quem decidiu tal data foram os sacerdotes da altura, os chamados Druidas. Os Celtas acreditavam piamente que nessa madrugada, os mortos voltavam ao mundo dos vivos, caminhando estes sobre a terra. Isto implicava um encontro entre o mundo material e o mundo espiritual. Esta era a festa que demarcava a passagem de ano dos Druidas (sacerdotes Celtas). O nome “Samhain” advinha do nome do Deus dos mortos, que invocava os maus espíritos para estes se reunirem na última noite do ano dos Druidas (que era a 31 de Outubro), de forma a “preverem” o futuro e recordarem as suas experiências vividas na Terra.

Druidas

Estes eram membros de um culto sacerdotal entre os celtas na antiga Inglaterra, Irlanda e França. Eram considerados adivinhos, magos ou bruxos, e adoravam Deuses idênticos aos dos Gregos e Romanos, mas com nomenclatura diferente. Toda a informação que os Druidas passavam para o seu povo, era feita de forma oral, e nunca escrita. Estes sacerdotes faziam grandes fogueiras na noite do Haloween, supostamente para se protegerem dos espíritos maus, pois acreditavam que estes tinham medo do fogo. Todo o povo considerava os Druidas como alguém que possuía forças sobrenaturais capazes de acalmar os espíritos malignos, pois estes espíritos eram considerados muitas vezes como perigosos para o mundo dos vivos. O povo acreditava que os mortos que voltavam naquela madrugada destruíam plantações e raptavam até as crianças que apanhavam na rua. Então para evitar tal tragédia ninguém saia para a rua, sem contar os Druidas que faziam fogueiras e rituais de afastamento espiritual. Os Druidas foram erradicados pelos romanos na França e Inglaterra antes do fim do primeiro século, no entanto continuaram a existir na Irlanda até ao séc.IV .

Os Rituais do Povo Celta
Naquela época o povo Celta praticava uma série de rituais para afastar ou minimizar os estragos que os mortos pudessem fazer. De seguida vou enumerar e explicar alguns desses rituais:

Colocavam tigelas de comida nas portas das suas casas, para satisfazerem a fome dos espíritos, de forma a que estes não entrassem na habitação para lhes fazer mal
As pessoas pegavam em tochas incendiadas ou em lanternas, pois segundo o povo, os mortos não conseguiam encarar a luz porque vinham do mundo da escuridão.
Sempre que um motivo de força maior obrigasse alguém vivo a sair de casa, o povo usava mascaras para serem confundidos com almas do outro mundo, ficando assim protegidos de qualquer súbito ataque dos mortos.
Os Druidas, tal como atrás referi, construíam grandes fogueiras para afastarem os mortos e para preverem o futuro dos vivos.
As Fogueiras
Na noite de 31 de Outubro, os Druidas ao fazerem grandes fogueiras no cimo dos montes, não só queriam afastar os espíritos que por ali andavam, como também queimavam vivos prisioneiros de guerra, criminosos e animais. Estes sacerdotes diziam que ao observarem a posição dos corpos a arder, conseguiam não só ter o reflexo do passado, como também prever o futuro das suas civilizações. O costume de saltar fogueiras passou a servir não só para afastar o mal, assim como para se mostrar a coragem que cada um tinha.
No Norte do nosso país os rapazes das aldeias levavam os carros de bois até ao cimo de um monte, aonde os carregavam de lenha para posteriormente fazerem uma grande fogueira no largo da aldeia. Durante a madrugada assava-se castanhas, saltava-se a fogueira, e todos se divertiam grande parte da noite. Até aos dias de hoje permanece este ritual, no entanto é mais notório em Aldeias do Norte de Portugal, e não tanto no Sul.

As Máscaras e Fantasias de Haloween

O povo Celta na noite de 31 de Outubro para 1 de Novembro, não saíam de casa para não serem apanhados pelos mortos (como atrás já referi). No entanto sempre que se viam obrigados a sair por algum motivo de força maior, eles iam mascarados, pois só desta forma (consideravam eles) é que os mortos não os reconheciam.
Actualmente as mascaras de bruxas, fantasmas e outros mais, são usadas para simbolizar esta data. A tradição mantém-se hoje por uma questão de diversão e entretenimento, ou simplesmente para pregar uma partida a alguém. A ideia das bruxas, fantasmas, fadas, duendes e espíritos, derivam da época dos Celtas, pois estes acreditavam que todas estas “entidades” surgiam na madrugada do chamado “Dia das Almas”.
Jack-o-Lanterns VS. Cabeças de Abóbora
O uso da Abóbora iluminada surgiu na Irlanda, que embora seja um país religioso, e também um país com um povo muito supersticioso. Conta a lenda que um homem chamado Jack não conseguiu entrar no Céu porque tinha sido muito avarento ao longo da sua vida. No entanto, este mesmo homem foi também expulso do Inferno por ter enganado o Diabo. Então, Jack foi condenado a Alma penada, o que significava vaguear eternamente na escuridão como forma de castigo. Decidiu então pedir ao Diabo que lhe desse uma brasa para iluminar o seu caminho, colocando-a dentro de um nabo oco. Este talismã – Nabo – simbolizava uma alma condenada. Esta lenda sofreu alterações após a chegada dos Irlandeses aos E.U.A. e ao Canada, que por falta de nabos e abundância de plantações de abóbora, decidiram fazer a substituição do talismã das almas condenadas. Os Americanos e os Canadianos resolveram então acrescentar esta lenda aos festejos do Haloween. É de salientar que esta lenda é uma das que mais marca actualmente o Haloween na Europa (que ainda tem este festejo em expansão), pois a abóbora iluminada é conhecida por todos.